Notas da Comunidade da Meta chegam à América Latina
Notas da comunidade passam a ser avaliadas na região a partir desta quarta-feira (9), quando a Meta iniciou testes em 16 países de língua espanhola da América Latina. O projeto transfere para os próprios usuários a responsabilidade de adicionar contexto a publicações potencialmente enganosas, mudando o modelo de verificação que até então dependia de agências especializadas.
Como funciona o sistema colaborativo
Assim como no X, rede social de Elon Musk que popularizou o recurso em 2021, qualquer pessoa pode se candidatar para escrever as notas. Depois de registradas, elas são avaliadas por outros voluntários que julgam utilidade, clareza e fontes citadas. Apenas anotações consideradas úteis por colaboradores de perfis diversos ganham destaque público abaixo do post original.
Segundo a Meta, esse mecanismo reduz viéses porque exige consenso entre avaliadores com visões distintas. A companhia afirma ainda que o modelo amplia a escala de moderação sem depender de contratos com redações de fact-checking, encerrados nos Estados Unidos no ano passado e agora em fase de transição na América Latina.
Substituição da checagem profissional
Até o momento, a verificação de conteúdos no Facebook e no Instagram era realizada por organizações independentes de jornalismo. Com a expansão das notas da comunidade, esse convênio deverá ser gradualmente descontinuado na região, embora a Meta não tenha divulgado prazos.
Especialistas apontam que o êxito da iniciativa dependerá da participação consistente dos usuários e da proteção contra coordenação de grupos mal-intencionados. Reportagem da AFP relembra que, no modelo do X, algoritmos tentam garantir diversidade entre avaliadores para evitar manipulações.

Imagem: Internet
Ao lançar a ferramenta em mercados latino-americanos, a Meta disse esperar “elevar a qualidade das conversas” e tornar a moderação “mais imparcial”. Os testes ocorrem em países como Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru, todos com grande base de usuários nas plataformas da companhia.
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Crédito da imagem: Jornal Nacional/ Reprodução
