Terremoto na Colômbia paralisa exportação de café
Terremoto na Colômbia de magnitude 7,4 deixou mais de 250 mortos e expôs um novo risco ao mercado mundial de café: a interrupção das rotas que levam o grão colombiano aos portos de embarque.
Logística comprometida
Bloqueios e deslizamentos fecharam estradas que ligam o Eixo Cafeeiro ao porto de Buenaventura, responsável por 60% das remessas externas, segundo a Associação Nacional de Exportadores de Café (Asoexport). Sem acesso, caminhões não saem de regiões como Manizales, Pereira e Armenia, onde boa parte do café é processada.
A Colômbia produziu 14,8 milhões de sacas de 60 kg na safra 2024/25 e costuma exportar cerca de 1 milhão por mês. Se as restrições durarem sete dias, mais de 250 mil sacas — o equivalente a 1.000 contêineres — podem ficar paradas, estima a Asoexport.
Impacto nos preços globais
A oferta apertada já se refletiu na Bolsa de Nova York: o contrato de arábica para setembro avançou 1,04%, fechando em US$ 3,34 por libra-peso. Analistas citam a combinação de estoques globais baixos, efeitos do El Niño e agora o gargalo colombiano como fatores para a valorização do grão, conforme dados da Organização Internacional do Café.
Busca por rotas alternativas
Exportadores tentam desviar cargas para Cartagena, Santa Marta e Puerto Antioquia, na costa do Caribe. Contudo, a falta de caminhões e novos deslizamentos em trechos como Letras-Fresno-Manizales dificultam a estratégia de contingência.
Danos aos produtores
Enquanto isso, a Federação Nacional dos Cafeicultores mapeia prejuízos em Risaralda, Valle del Cauca, Caldas, Antioquia, Chocó e Quindío. No último, mais de 150 famílias tiveram casas e armazéns danificados. A entidade pretende manter assistência técnica e garantir a compra do café produzido, mesmo com a cadeia praticamente parada.

Imagem: Internet
Risco de atraso aos compradores
Sem normalização das estradas, contratos internacionais poderão ser descumpridos. Exportadores já notificam clientes sobre eventuais atrasos para evitar penalidades comerciais.
O governo colombiano trabalha com o setor para liberar corredores viários e retomar gradualmente o uso de Buenaventura, mas ainda não há prazo definido para a plena recuperação da logística.
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Crédito da imagem: AgroLatam.com
