Reforma tributária: CBS pode ficar em 11,3% em 2027
Reforma tributária ganha novo capítulo após o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovar, nesta quarta-feira (28), sugestão de alíquota de 11,3% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), imposto federal que substitui PIS, Cofins e parte do IPI a partir de 2027. A proposta segue para o Congresso Nacional e, caso seja acolhida, o Senado deverá fixar o percentual definitivo até 15 de dezembro.
IBS começa simbólico e sobe gradualmente
Além da CBS, haverá cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028 – 0,05% para estados e 0,05% para municípios. O percentual crescerá de forma escalonada a partir de 2029, respeitando a premissa de neutralidade da carga tributária.
Sistema não cumulativo muda cálculo para empresas
Os novos tributos adotarão o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), não cumulativo. Dessa forma, cada elo da cadeia produtiva recolhe o imposto, mas pode descontar o que foi pago anteriormente, evitando bitributação. O regime será obrigatório para empresas do lucro real e presumido que atuam em operações business to business.
Empresas do Simples Nacional terão escolha: manter o “Simples puro” ou aderir ao modelo híbrido, que permite uso de créditos da CBS e IBS. A decisão deve ser formalizada até 30 de outubro de cada ano-calendário e pode ser revista até 20 de dezembro. Microempreendedores Individuais (MEIs) e nanoempreendedores continuarão no regime tradicional.
Split payment e notas fiscais eletrônicas
Em 2026, campos para os novos tributos já estarão nas notas fiscais eletrônicas em fase de testes, sem cobrança. O split payment, que remeterá o imposto em tempo real ao Fisco, será exigido apenas a partir de 2028 nas operações entre empresas. Até lá, permanece o recolhimento mensal por Documento de Arrecadação (Darf), com possibilidade de ressarcimento em até dois meses. O modelo alternativo RAD permite crédito mais rápido ao comprador.

Imagem: Internet
Segundo informações do TCU, a estimativa de 11,3% foi calculada para manter a arrecadação atual após a extinção de PIS e Cofins em 2026.
Quer entender como essas mudanças afetam o seu bolso e a gestão do seu negócio? Confira outras análises na seção de Finanças e mantenha-se informado sobre cada etapa da reforma.
Crédito da imagem: Jornal Nacional/ Reprodução
