Reajuste servidores 2027 é limitado por gatilho fiscal
Reajuste servidores 2027 sofrerá um teto rígido: no próximo ano, o aumento salarial não poderá superar 0,6% acima da inflação, conforme determina o gatilho fiscal aprovado pelo Congresso Nacional. A trava entra em vigor porque as contas do governo fecharam 2025 no vermelho e a projeção para 2026 também indica déficit primário.
Entenda o gatilho fiscal
Instituído como complemento ao novo arcabouço fiscal sancionado em 2023, o gatilho restringe gastos sempre que houver rombo nas contas públicas. A regra só é suspensa quando se registra superávit primário — situação em que a arrecadação de impostos supera as despesas, desconsiderando o pagamento de juros da dívida. Como há previsão de dois anos consecutivos de déficit, o dispositivo será aplicado em 2027, primeiro exercício do próximo mandato presidencial.
Impacto nos salários do funcionalismo
Com o limite de 0,6% acima da inflação até 2030, o governo fica impedido de conceder ganhos reais aos servidores caso o saldo continue negativo. Em junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que “não haverá ganho real ao servidor público” em 2027, classificando a medida como essencial para conter despesas no início do novo governo.
Negociações anteriores garantem 2025 e 2026
Apesar da restrição futura, acordos fechados em 2024 entre a equipe econômica e 98,2% do funcionalismo garantiram reajustes escalonados para 2025 e 2026. As negociações, conduzidas pela ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, asseguraram a recomposição inflacionária para todo o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e, em algumas carreiras, ganho real.
Detalhes sobre o arcabouço fiscal e suas implicações podem ser consultados no site oficial do Ministério da Fazenda, que reúne documentos e notas técnicas sobre o tema.

Imagem: Internet
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Crédito da imagem: G1
