Turismo no Brasil bate recorde e deve atingir R$ 300 bi
Turismo no Brasil registrou o melhor desempenho para um mês de julho desde 2012, com faturamento de R$ 25,5 bilhões, segundo levantamento da FecomercioSP baseado em dados do IBGE. Entre janeiro e julho, o setor acumula R$ 168,8 bilhões, avanço de 3,4 % frente ao mesmo intervalo de 2025.
Liderança do transporte aéreo e hospedagem em destaque
O IBGE aponta o transporte aéreo como principal motor da receita: as companhias aéreas faturaram R$ 8,1 bilhões em julho, impulsionadas por um aumento de 4 % na demanda por voos domésticos e de 2,4 % no volume de passageiros. Na sequência aparecem os meios de hospedagem, com R$ 5,6 bilhões. Embora representem a segunda maior fatia, os hotéis e pousadas registraram leve retração anual de 1,4 %.
Desempenho regional: São Paulo lidera, Bahia cresce mais
Dos 26 estados e o Distrito Federal, 16 unidades e o DF apresentaram crescimento no mês. São Paulo mantém a maior participação, com R$ 7 bilhões, o equivalente a 40 % do total nacional. A Bahia, porém, foi destaque em ritmo de expansão: alta de 18,7 %, atingindo R$ 759 milhões. Outros estados que se sobressaíram foram Rio Grande do Norte (+16,3 %) e Amapá (+12,4 %).
Projeção de R$ 300 bilhões e fatores que explicam o avanço
A FecomercioSP projeta que o faturamento anual do turismo nacional possa alcançar R$ 300 bilhões até o fim de 2026, o que representaria um novo patamar histórico. A entidade credita o resultado a três fatores principais:
- Retomada do mercado de viagens corporativas;
- Valorização crescente do turismo de lazer no pós-pandemia;
- Flexibilidade do consumidor em adaptar rotas e meios de transporte conforme o orçamento.
“Se a passagem para um destino distante encarece, muitas famílias optam por trajetos curtos, de carro ou veículo alugado, e mantêm a viagem no planejamento”, afirma a federação.

Imagem: Internet
Setores que mais faturam dentro da cadeia turística
Além do transporte aéreo e da hospedagem, restaurantes (R$ 3,9 bilhões) e locadoras de veículos (R$ 2,9 bilhões) completam o ranking das quatro atividades que mais geraram receita em julho. Outras áreas, como transporte rodoviário, agências de viagem e atrações culturais, também apresentaram variação positiva, embora em menor escala.
Com perspectivas de expansão e diversificação de destinos, o turismo consolida-se como um dos pilares da economia brasileira. Para acompanhar outras análises sobre indicadores econômicos, visite nossa seção de Finanças e continue bem-informado.
Crédito da imagem: Malu Vieira/ g1 BA
