sábado, outubro 10, 2026
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PIX internacional: BC prepara nova fase e reforça segurança

PIX internacional: BC prepara nova fase e reforça segurança

PIX internacional está no radar do Banco Central (BC), que divulgou nesta segunda-feira (10) o mais recente relatório de gestão do sistema de pagamentos instantâneos. Além de registrar novo recorde de R$ 35,36 trilhões transferidos em 2025 — alta de 33,6% sobre 2024 — a autarquia detalhou iniciativas voltadas à expansão global do serviço e ao reforço das barreiras contra fraudes.

Novas funções a caminho

Segundo o documento, o BC pretende lançar, nos próximos anos, a cobrança híbrida, o pagamento de duplicatas, o “split tributário”, o PIX em garantia e o aguardado PIX internacional. A expectativa é conectar o sistema brasileiro a redes de pagamentos de outros países, eliminando etapas hoje realizadas fora da infraestrutura do Pix. Hoje, transações em reais para o exterior dependem de acordos entre instituições; o projeto visa a liquidação direta entre contas de nações diferentes.

Uso indevido de mensagens

A autarquia também chamou atenção para o emprego incorreto do campo “descrição” das transferências, destinado a informações objetivas sobre o pagamento. O espaço tem sido utilizado para ofensas ou ameaças, muitas vezes em movimentações de valores irrisórios. Um grupo de trabalho do Fórum Pix avalia soluções que preservem a experiência do usuário sem comprometer a agilidade do sistema. Caso necessário, o BC poderá editar normas para coibir o problema.

Padronização do alerta de golpe

Outra frente em análise é a padronização dos alertas de golpe emitidos por bancos no momento da transação. A iniciativa definirá critérios mínimos de exibição e linguagem, tornando o aviso obrigatório em todo o ecossistema. Desde outubro, usuários já contam com um botão de contestação que permite cancelar operações suspeitas sem mediação humana.

Integração global em debate

Para viabilizar o PIX internacional, o BC estuda a interligação de plataformas de pagamentos instantâneos. Países como Argentina, Estados Unidos e Portugal já aceitam o sistema de forma parcial. Parcerias bilaterais e padrões técnicos comuns devem permitir a conversão automática de moedas e a confirmação em tempo real. Mais detalhes podem ser acompanhados no site do Banco Central.

Com a escalada do Pix para além das fronteiras e o reforço de mecanismos de segurança, o BC sinaliza que o pagamento instantâneo seguirá no centro da modernização financeira brasileira. Para saber como essas mudanças podem impactar seu bolso, confira outras análises em nossa editoria de Finanças e continue bem informado.

Crédito da imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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