sábado, outubro 10, 2026
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Petróleo na Foz do Amazonas pede novo modelo, diz Sauer

Petróleo na Foz do Amazonas pede novo modelo, diz Sauer

Petróleo na Foz do Amazonas voltou ao centro do debate nacional após a Petrobras confirmar indícios de óleo leve no poço Morpho, a 175 km do litoral do Amapá. Para o ex-diretor da estatal e professor da USP, Ildo Sauer, o anúncio é “muito animador”, mas o país só colherá benefícios se adotar um modelo de exploração que maximize o retorno social.

Descoberta considerada promissora

A perfuração inicial apontou presença de óleo leve, produto com maior valor de mercado. O próximo passo é abrir um segundo poço para confirmar a extensão da jazida e, caso os resultados sejam positivos, comunicar formalmente a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para iniciar o plano de avaliação. Segundo Sauer, o ciclo entre confirmação e produção costuma levar de cinco a sete anos.

Crítica ao modelo vigente

Na avaliação do ex-diretor, o regime atual — que combina concessão e partilha — permitiu que apenas uma fração da riqueza do pré-sal chegasse a áreas como educação, saúde e infraestrutura. Ele defende a contratação direta da Petrobras pela União, prevista na Lei 12.351/2010, em formato semelhante à prestação de serviços. Nesse arranjo, a estatal seria ressarcida pelos custos de produção e o excedente ficaria integralmente com o Tesouro Nacional.

Risco de repetir o passado

Sauer alerta que repetir o desenho do pré-sal pode limitar o impacto econômico da Margem Equatorial. Para ele, a maior fatia dos lucros acabou absorvida por acionistas, sistema financeiro e entes locais, enquanto investimentos estruturantes ficaram aquém da expectativa.

Relevância geopolítica em expansão

Com produção atual próxima a 4,5 milhões de barris por dia, o Brasil já ganhou presença no mercado internacional de energia. Se confirmadas reservas expressivas na Foz do Amazonas, o país pode reforçar esse protagonismo, embora ainda atue como “tomador de preços” definidos majoritariamente pela Opep e seus parceiros.

Para mais detalhes sobre esse debate, confira a análise publicada pela BBC News Brasil, referência internacional em cobertura de energia.

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Crédito da imagem: Petrobras/Divulgação via BBC

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