Petróleo na Foz do Amazonas: Marina cobra estudos técnicos
Petróleo na Foz do Amazonas voltou ao centro do debate eleitoral depois que Marina Silva (Rede) defendeu, nesta quarta-feira (19), a realização de estudos ambientais rigorosos antes de qualquer avanço na exploração da recém-descoberta reserva na bacia da Foz do Amazonas, litoral do Amapá.
Descoberta confirmada pela Petrobras
A estatal revelou na segunda-feira (17) a presença de óleo no poço Morpho, reforçando o potencial da Margem Equatorial como nova fronteira energética brasileira. A prospecção, contudo, depende do licenciamento conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), processo que, segundo Marina, deve permanecer “estritamente técnico e autônomo”.
Licenças negadas no passado
A ex-ministra lembrou que o Ibama já recusou duas vezes pedidos de licença na área, exigindo ajustes de segurança e planos de mitigação de riscos. “Se a resposta for ‘sim’, será técnica; se for ‘não’, também será técnica e respeitada”, afirmou a candidata ao Senado por São Paulo durante agenda de campanha em São Carlos (SP).
Área considerada sensível
A Bacia da Foz do Amazonas abriga ecossistemas marinhos pouco estudados e de alta vulnerabilidade. Por isso, Marina destacou a necessidade da Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) como etapa crucial para “evitar impactos indesejáveis” na biodiversidade costeira. Organizações ambientais nacionais e internacionais, a exemplo do Greenpeace, também pedem cautela diante dos riscos para recifes e manguezais.
Potencial energético x preservação
Especialistas apontam a Margem Equatorial como uma das regiões mais promissoras do planeta para novas reservas de petróleo. Ao mesmo tempo, alertam que derramamentos ou falhas operacionais poderiam comprometer espécies únicas e comunidades que dependem da pesca artesanal. Dados do Ibama reforçam que 80% da área ainda carece de mapeamento ecológico detalhado.

Imagem: Internet
“Precisamos de energia, mas também de responsabilidade”, concluiu Marina, reiterando que decisões futuras devem equilibrar potencial econômico e proteção ambiental.
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Crédito da imagem: Petrobras/divulgação
