Guerra econômica de Trump contra o Irã ameaça parceiros
Guerra econômica Irã passa a ser o termo usado pela Casa Branca após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar nesta quarta-feira (19) a “operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país”. A iniciativa, publicada em sua rede Truth Social, inclui sanções ampliadas e a advertência de que “qualquer nação” que apoiar a economia iraniana sofrerá “consequências econômicas enormes”.
Ofensiva sem precedentes
Trump não detalhou instrumentos ou prazos, mas deixou claro que o pacote abrange proibição de contrabando de petróleo, bloqueio de linhas de swap, veto a transferências bancárias e registros de navios ligados a Teerã. O presidente disse esperar cooperação total dos aliados para “isolar” e “derrotar” a “ameaça iraniana”, após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iniciadas no começo do ano.
Parceiros comerciais no alvo
A pressão pode atingir países que dependem do petróleo iraniano ou de suas exportações agrícolas e industriais. A China, principal parceiro de Teerã, importou US$ 22 bilhões em 2022 e exportou US$ 15 bilhões no mesmo período. A Índia, segunda colocada, movimentou US$ 1,34 bilhão nos dez primeiros meses de 2025, com destaque para arroz, frutas e medicamentos.
Entre outros compradores relevantes estão Alemanha, Coreia do Sul e Japão — todos aliados históricos de Washington. Segundo o Banco Mundial, o Irã negociou com 147 países em 2022, número que ilustra o alcance potencial das novas sanções.
Efeitos para o Brasil
Embora o Irã não figure entre os 20 maiores parceiros do Brasil, o país do Oriente Médio recebeu US$ 2,9 bilhões em exportações brasileiras em 2025, lideradas por milho, soja e açúcar. As importações somaram US$ 84,5 milhões, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Setores agrícolas brasileiros acompanham o anúncio com atenção, temendo impacto nos embarques.
Histórico de tarifas
Em janeiro, Trump já havia imposto tarifa de 25% sobre negócios envolvendo o Irã, sinalizando escalada que agora se consolida na “guerra econômica”. O mandatário sustenta que a medida “asfixiará” Teerã até que o regime reveja seu programa nuclear.

Imagem: Internet
Resta saber como Pequim, Nova Délhi e capitais europeias reagirão à ofensiva de Washington, cujo alcance depende do apoio internacional às novas penalidades.
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Crédito da imagem: Ken Cedeno/Reuters
