Minerais críticos: governo divulga lista de prioridades
Minerais críticos tornaram-se oficialmente prioridade nacional nesta quinta-feira (5), quando o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou a lista que guiará investimentos e políticas públicas no setor. A relação, prevista na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos sancionada em setembro, reúne substâncias essenciais para transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia.
O que muda com a nova política
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a inclusão de um mineral na lista aciona um mecanismo de triagem de investimentos voltado à proteção da soberania nacional em operações societárias estratégicas. A medida também oferece previsibilidade ao setor, estabelecendo marcos claros para projetos em andamento e futuros empreendimentos de pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação.
A classificação considera três fatores principais: risco geopolítico de abastecimento, concentração geográfica da produção e potencial de substituição. Cada substância foi enquadrada em prioridade alta, média ou baixa.
Confira a lista de minerais
Prioridade alta:
- Terras raras
- Grafita
- Lítio
- Níquel
- Cobalto
- Cobre
- Manganês
- Silício
- Urânio
Prioridade média:
- Tungstênio
- Cromo
- Vanádio
- Tântalo
- Titânio
- Fosfato
- Potássio
- Enxofre
Prioridade baixa:

Imagem: Internet
- Nióbio
- Estanho
- Ferro
- Zinco
- Ouro
- Magnésio
- Molibdênio
- Tório
- Alumínio
- Grupo da Platina
Próximos passos
Esta foi a primeira reunião plenária do CIMCE, formado por ministérios como Fazenda e Relações Exteriores, além de entidades da sociedade civil. O colegiado deve voltar a se reunir no início de dezembro para regulamentar cadeias produtivas prioritárias, etapa considerada fundamental para ampliar a agregação de valor no território nacional. Detalhes adicionais sobre a política podem ser consultados no portal do Ministério de Minas e Energia, referência oficial do setor (gov.br/mme).
Com a definição, o governo busca não apenas garantir o suprimento de insumos estratégicos, mas também fortalecer a balança comercial, incentivar tecnologia local e reduzir emissões de gases de efeito estufa.
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Crédito da imagem: Jornal Nacional/ Reprodução

