Imposto do pecado: diesel pagará alíquota maior em 2027
Imposto do pecado é o nome dado ao novo Imposto Seletivo, cuja medida provisória foi publicada pelo governo federal em 4 de outubro. A cobrança começa em 2 de fevereiro de 2027 e mira produtos considerados nocivos à saúde ou ao meio ambiente, incluindo carros de passeio.
Alíquota-base e acréscimo para diesel
A alíquota-base para automóveis será de 6,3%. Entretanto, veículos movidos exclusivamente a diesel e destinados ao transporte de até nove pessoas pagarão acréscimo de 12%, totalizando 18,3% antes dos demais ajustes. Para picapes e outros utilitários de carga a diesel ou gasolina, o extra é menor; já caminhões e vans com mais de nove lugares ficarão isentos.
Cinco critérios que podem mudar a conta
Depois de aplicada a alíquota inicial, o valor recebe descontos ou acréscimos conforme cinco quesitos técnicos. Ao final, o resultado é multiplicado por 1,21. Entenda cada etapa:
1. Motorização e combustível
Modelos 100% elétricos, híbridos plug-in ou a hidrogênio recebem descontos de até 2 pontos percentuais. Motores a gasolina ou etanol mantêm a taxa, enquanto diesel sobe conforme descrito.
2. Eficiência energética
Se o consumo ficar abaixo do limite definido para a categoria—por exemplo, até 1,49 MJ/km para um carro de 1.200 kg—o imposto cai em 2 p.p.; um consumo intermediário garante redução de 1 p.p.
3. Potência do motor
Quanto maior a potência em quilowatts, maior poderá ser o acréscimo. Veículos de baixa potência podem manter a tarifa original.
4. Segurança e assistentes ao motorista
Carros com controle de estabilidade, aviso de cinto ou piloto automático adaptativo recebem desconto de 1 p.p.; quem não atender perde o benefício.

Imagem: Internet
5. Reciclabilidade veicular
Montadoras que retirarem um veículo antigo a cada cinco novos produzem redução de 2 p.p., desde que 80% do peso total seja reciclável já em 2027. A meta sobe para 85% em 2030.
Segundo a Receita Federal, a combinação desses fatores busca incentivar tecnologias limpas, eficiência e segurança nos próximos projetos automotivos.
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Crédito da imagem: G1

