Meta multa EUA condicionada a acordos de YouTube e TikTok
Meta multa de US$ 18 bilhões (aprox. R$ 92,9 bi) foi aceita pela controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp para encerrar processos abertos por 29 estados norte-americanos que acusam a empresa de estimular a dependência de adolescentes nas redes sociais.
Como o pagamento será dividido
O acordo determina que 70 % do montante, cerca de US$ 12,7 bi, seja quitado em parcelas ao longo de dez anos. Os 30 % restantes (aprox. US$ 5,3 bi) só serão liberados se duas exigências forem atendidas:
- Implementação, por YouTube e TikTok, de limite diário de uma hora, modo noturno e verificação de idade para menores;
- Pagamento, por cada plataforma, de valor equivalente à parcela de 30 % da Meta, dividido igualmente entre elas.
Regras impostas à Meta nos EUA
Independentemente dos concorrentes, a Meta adotará novas restrições a usuários abaixo de 18 anos, válidas por dez anos:
- Limite de duas horas diárias somadas entre Facebook e Instagram, somente desativável pelos pais;
- Bloqueio noturno dos aplicativos entre 0h e 6h;
- Silenciamento de notificações em horário escolar (8h–15h);
- Lembretes a cada 15, 60 e 90 minutos de uso contínuo;
- Opção de feed cronológico sem personalização algorítmica;
- Controle da reprodução automática e ocultação de curtidas por padrão;
- Proibição de filtros de cirurgia plástica e maquiagem extrema;
- Verificação de idade para excluir perfis de menores de 13 anos;
- Restrições a conteúdo inadequado e bloqueio de contato indesejado;
- Ferramentas simplificadas de denúncia e incentivo ao controle parental.
Efeitos judiciais e próximos passos
O pacto encerra também processos em Califórnia, Illinois, Novo México e Washington, D.C., ligados ao caso Cambridge Analytica. Esses estados receberão US$ 459,3 milhões. Segundo a agência Reuters, a empresa ainda enfrenta ações que alegam danos à saúde mental de jovens por design aditivo das plataformas.

Imagem: Internet
Para acompanhar mais impactos financeiros de gigantes da tecnologia, visite a seção Finanças e continue informado.
Crédito da imagem: G1
