Leilão do pré-sal da ANP arrecada R$ 2,18 bi
Leilão do pré-sal da ANP arrecada R$ 2,18 bi
Leilão do pré-sal teve 13 áreas das bacias de Campos e Santos licitadas nesta quarta-feira (7) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O certame, conduzido no regime de partilha, prevê que as empresas vencedoras recuperem seus custos com parte da produção e entreguem à União a maior fração possível do excedente.
Áreas disputadas nas duas principais bacias
Os blocos oferecidos concentram-se nas maiores províncias petrolíferas do Sudeste. Na Bacia de Campos foram licitados Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita. Já na Bacia de Santos entraram em disputa Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita.
Bônus de assinatura já definidos
Além da participação na produção, as companhias pagam, no ato de assinatura do contrato, um bônus fixo que, nesta rodada, soma R$ 2,18 bilhões. Como o valor é pré-estabelecido, não interfere no resultado: vence quem oferecer a maior participação governamental. Segundo dados divulgados pela ANP, esse modelo garante previsibilidade à arrecadação federal e competitividade ao leilão.
Regime de partilha assegura receita pública
No regime de partilha, criado para o pré-sal, a União participa diretamente nas receitas e tem direito a barris de petróleo que podem ser comercializados posteriormente. A política foi desenhada para equilibrar os riscos de exploração com o interesse público, dada a relevância estratégica das reservas sob a espessa camada de sal.
Próximos passos do cronograma
Concluída a etapa de apresentação de ofertas e homologado o resultado, as empresas terão prazo para assinar contratos e comprovar capacidade financeira. Somente após esses procedimentos é que as fases de licenciamento ambiental e perfuração poderão começar.

Imagem: Internet
O resultado reforça o protagonismo do Brasil no mercado offshore e reforça o caixa da União, enquanto novos investimentos prometem aquecer a cadeia de óleo e gás.
Quer acompanhar mais movimentos que impactam o mercado de energia e investimentos? Visite nossa editoria de Finanças e fique por dentro das últimas análises.
Crédito da imagem: Petrobras/Divulgação
