IA da Microsoft supera médicos em testes de diagnóstico
IA da Microsoft supera médicos em diagnóstico. A gigante de tecnologia apresentou um sistema que, em mais de 300 casos clínicos raros, foi mais de duas vezes mais preciso do que clínicos gerais, conforme estudo divulgado nesta quinta-feira (22) na revista Science.
Etapas que imitam o raciocínio médico
A ferramenta adota um processo sequencial: primeiro avalia histórico, sinais vitais e detalhes do exame físico, depois decide que testes solicitar, analisa resultados e, se necessário, pede exames complementares. Um “orquestrador” integra as respostas e simula um comitê de especialistas, atualizando hipóteses até chegar ao diagnóstico final.
Desempenho comparado a clínicos gerais
Nos testes, médicos puderam recorrer a livros e internet, mas ainda assim ficaram atrás da solução da Microsoft. A inteligência artificial alcançou índice de acerto superior ao dobro do obtido pelos profissionais humanos. Além da maior precisão, o processo conduzido pela máquina registrou custo inferior ao realizado nos consultórios, de acordo com os autores.
Simulações em pronto-socorro reforçam vantagem
O sistema também superou médicos em cenários baseados em uma grande base de dados de atendimentos de emergência. Dominic King, vice-presidente de saúde da Microsoft AI, destacou que questões de múltipla escolha já não são desafio para modelos modernos, mas reproduzir casos reais ainda é complexo – lacuna que a nova tecnologia pretende preencher.
Próximo passo: triagem em hospitais
A empresa iniciará testes de triagem de pacientes no Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston. Harsha Nori, chefe de IA da Microsoft AI Health, ressalta que a atenção agora está na capacidade de a solução encaminhar corretamente casos urgentes e otimizar o fluxo nas salas de espera.

Imagem: Internet
O avanço da IA da Microsoft reforça o potencial da inteligência artificial para apoiar decisões clínicas e reduzir custos. Para acompanhar outras inovações do setor, visite nossa seção de Tech e fique por dentro das próximas atualizações.
Crédito da imagem: REUTERS/Dado Ruvic
