Foie gras proibido em Washington e já vetado no Brasil
Foie gras proibido foi a decisão dos eleitores de Washington, capital dos Estados Unidos, ao aprovarem, nas eleições de meio de mandato, uma medida que veta a comercialização da iguaria produzida por alimentação forçada de patos e gansos. A consulta popular ocorreu junto a outras 145 propostas estaduais analisadas em 39 estados, que também incluíram temas como aborto, porte de armas e direitos de pessoas trans.
Referendo reforça pauta de bem-estar animal nos EUA
A proibição adotada em Washington D.C. tem como foco a técnica conhecida como gavage, na qual o animal recebe grande quantidade de alimento por tubo para aumentar o fígado e gerar a textura cremosa típica do foie gras. Organizações de defesa dos animais, entre elas a Humane Society, defendem que o método causa sofrimento grave e, por isso, deve ser banido.
Brasil antecipou restrição em 2023
Em setembro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que proíbe a produção e a venda de qualquer produto obtido por alimentação forçada de animais no país. A norma inclui o foie gras tanto in natura quanto enlatado. Quem descumprir a regra pode pegar de três meses a um ano de prisão, além de multa, conforme a Lei de Crimes Ambientais.
Próximos passos e impactos no mercado
Nos Estados Unidos, a decisão entra em vigor assim que o resultado da ballot measure for certificado, devendo impactar importadores e restaurantes especializados. Especialistas estimam que outras cidades norte-americanas possam adotar iniciativas semelhantes, ampliando pressões sobre produtores europeus, sobretudo franceses, maiores fornecedores globais.
No Brasil, fiscais federais já iniciaram operações para identificar estoques remanescentes. Produtores que adotavam o método buscam alternativas, como patês vegetais ou fígados de aves criadas sem gavage, para manter cardápios sofisticados.

Imagem: Internet
Para acompanhar mais conteúdos sobre alimentação consciente e tendências gastronômicas, visite nossa seção de Receitas e fique por dentro das novidades.
Crédito da imagem: REUTERS/Aline Massuca

