Endividamento das famílias recua, mas alcança 81,6%
Endividamento das famílias brasileiras voltou a ceder em outubro, mas ainda abrange 81,6% dos lares, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Inadimplência cai ao menor nível de 2026
O percentual de famílias com contas em atraso recuou pelo segundo mês seguido, de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro, o patamar mais baixo de 2026. Entre os endividados, 12,2% declararam não ter condições de quitar dívidas vencidas, contra 12,5% no mês anterior. O tempo médio de atraso diminuiu para 65,1 dias, embora 48,8% dos débitos permaneçam pendentes há mais de 90 dias.
Menos famílias se veem “muito endividadas”
A parcela que se diz muito endividada caiu de 17,3% para 16,8%, menor índice desde abril. Ao mesmo tempo, o grupo que se considera pouco endividado subiu de 34,9% para 35,8%, enquanto 18,2% afirmaram não ter qualquer dívida.
Renda comprometida apresenta melhora
O comprometimento da renda também evoluiu positivamente: 19,3% das famílias destinavam mais da metade dos ganhos ao pagamento de dívidas em outubro, proporção inferior à observada no mês anterior.
Diferentes comportamentos por faixa de renda
A queda da inadimplência não foi uniforme. Entre quem ganha até três salários mínimos, o indicador avançou levemente para 38,6%. Já as famílias com renda entre três e cinco salários mínimos viram o índice cair de 27,8% para 27,1%; na faixa de cinco a dez salários, a taxa recuou para 19,7%; e, acima de dez salários, manteve-se estável em 15%.
Quanto ao endividamento total, 84,5% dos lares de menor renda têm dívidas, contra 71,5% entre os que recebem mais de dez salários mínimos.

Imagem: Internet
Perspectivas da CNC
Para os últimos meses do ano, a CNC projeta estabilidade do endividamento perto de 81,6% e continuidade do recuo da inadimplência, podendo chegar a 29,2% em dezembro de 2026. O estudo completo está disponível no site da CNC.
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Crédito da imagem: g1

