Empréstimo aos Correios: governo garante R$ 7 bilhões
Empréstimo aos Correios de R$ 7 bilhões recebeu aval do Tesouro Nacional, assegurando recursos para o plano de reestruturação da estatal entre 2025 e 2027.
Garantia oficializada após o segundo turno
A autorização consta em despacho do ministro da Fazenda, Dario Durigan, publicado no Diário Oficial da União logo depois da conclusão do segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de novembro. Com a medida, o governo assegura que o consórcio formado por ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e JP Morgan será reembolsado caso os Correios não cumpram o cronograma de pagamento.
Detalhes do financiamento
O novo empréstimo já figurava nas demonstrações financeiras do primeiro semestre, divulgadas em agosto. À época, a empresa indicou que a operação seria concluída em setembro, mas a formalização só ocorreu após a eleição presidencial. O acordo também envolve um aporte adicional de R$ 6 bilhões da União até 2027, parte do esforço para equilibrar as contas da companhia.
Quinze trimestres de prejuízo
Os Correios acumulam 15 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, o déficit somou R$ 5,6 bilhões. Embora o prejuízo do segundo trimestre tenha sido menor do que nos dois períodos anteriores, o resultado continua pressionando o balanço das estatais federais, que acumulam perda de R$ 6,51 bilhões nos oito primeiros meses de 2028, segundo dados do Banco Central.
Medidas para diversificar receitas
Em maio, o governo autorizou a estatal a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. A ideia é estabelecer convênios com instituições financeiras para ampliar a oferta de serviços e gerar novas fontes de receita, estratégia considerada fundamental para a sustentabilidade da empresa até 2027.

Imagem: Internet
A garantia de R$ 7 bilhões reflete a tentativa de fortalecer a solvência dos Correios e reduzir a pressão sobre o caixa da União, ao mesmo tempo em que sinaliza a importância estratégica da companhia para a logística nacional.
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Crédito da imagem: G1
