Dólar hoje sobe antes da decisão do Fed nos EUA
Dólar hoje iniciou a sessão desta quarta-feira (28) em alta de 0,16%, negociado a R$ 5,3586 por volta das 9h. O movimento reflete a expectativa dos investidores pela nova decisão de juros do Federal Reserve, marcada para o meio da tarde, e a permanente atenção ao quadro fiscal brasileiro após a reeleição do presidente Lula (PT).
Expectativa sobre os juros nos Estados Unidos
De acordo com a ferramenta CME FedWatch, a maior parte do mercado projeta manutenção da taxa básica norte-americana. Ainda assim, qualquer sinalização do presidente do Fed, Kevin Warsh, sobre o rumo da política monetária poderá intensificar a volatilidade do câmbio. Taxas elevadas nos EUA tendem a atrair capital para ativos denominados em dólar, pressionando a moeda no Brasil.
Cenário fiscal brasileiro segue no radar
Internamente, as declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, influenciam o humor dos investidores. Na véspera, ele anunciou o envio de um projeto de lei que fixa o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027 e prometeu regulamentar o Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”. As propostas buscam conter a desconfiança quanto ao controle das contas públicas no novo mandato de Lula.
Indicadores do mercado financeiro
Entre os principais números de desempenho, o dólar acumula alta de 7,15% na semana e 3,40% no mês, mas ainda recua 2,52% no ano. Já o Ibovespa, que inicia os negócios às 10h, soma perda semanal de 14,33% e mensal de 5,71%, mantendo ganho de 9,05% no acumulado de 2024.
Commodities e cenário geopolítico
No mercado de petróleo, o barril do Brent subia 1,16%, a US$ 115,20, enquanto o WTI avançava 1,83%, a US$ 101,73, após os Estados Unidos aconselharem nações do Golfo a se prepararem para eventual ação militar contra o Irã, segundo reportagem do Wall Street Journal.

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Analistas ouvidos pela imprensa apontam que a combinação de incerteza fiscal interna e juros altos no exterior pode manter o dólar hoje acima de R$ 5,30 no curto prazo. Entretanto, ajustes na política econômica brasileira ainda podem reduzir a pressão cambial.
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