sábado, outubro 17, 2026
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IA ameaça 40% dos empregos globais até 2026, diz FMI

IA ameaça 40% dos empregos globais até 2026, diz FMI

Empregos IA podem sofrer um choque sem precedentes: o Fundo Monetário Internacional (FMI) calcula que até 40% dos postos de trabalho no mundo serão impactados pela inteligência artificial, proporção que chega a 60% nas economias avançadas.

Produtividade versus eliminação de vagas

De acordo com a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, a tecnologia tende a elevar a produtividade em algumas funções, reduzir a relevância de outras e até extinguir cargos inteiros. O alerta foi dado nesta segunda-feira (12), durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangkok, na Tailândia.

Investimento em IA sustenta o PIB mundial

Apesar do risco ao mercado de trabalho, Georgieva observou que os investimentos em IA têm mantido o crescimento da economia global em torno de 3%. O organismo multilateral projeta expansão de 3,1% para 2026, impulsionada, sobretudo, pelo aumento da demanda por infraestrutura tecnológica.

Ásia sai na frente

Segundo o FMI, as economias asiáticas poderão ganhar de 0,5 a 1 ponto percentual adicional de PIB com a adoção intensiva da IA. Países emergentes da região, como Tailândia e Índia, concentram fornecedores de equipamentos essenciais para data centers, estrutura crítica para modelos de IA.

Primeiro emprego em risco

Autoridades temem que a automação retire dos jovens oportunidades de entrada no mercado. Tharman Shanmugaratnam, presidente de Singapura, afirmou que governos precisam reagir rapidamente à menor procura por profissionais recém-formados. Já o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, diverge: ele avalia que os empregos iniciais devem ser mais afetados em nações desenvolvidas e defende sistemas menores de IA para ganhos de produtividade em setores como agricultura e saúde em países emergentes.

Desafios fiscais e educacionais

Além dos postos de trabalho, a expansão da IA pode remodelar a base tributária, ao reduzir a participação do trabalho humano na economia. Para o FMI, será necessário rever a forma de arrecadação de impostos e reformular a educação, garantindo atualização constante de habilidades. Georgieva citou seu próprio uso de um assistente de IA que resume sua agenda diária em 30 segundos como exemplo da rapidez da mudança.

O debate reforça a urgência de políticas que capturem os ganhos de produtividade sem aprofundar desigualdades, conforme destacou reportagem da Reuters.

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Crédito da imagem: Olivier Douliery/AFP

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