sexta-feira, outubro 9, 2026
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Demissão de Eduardo Bolsonaro da PF por abandono de cargo

Demissão de Eduardo Bolsonaro da PF por abandono de cargo

Demissão de Eduardo Bolsonaro foi oficializada pelo Ministério da Justiça nesta segunda-feira (21). A portaria, assinada na última sexta (18) pelo ministro Wellington Lima e Silva e publicada no Diário Oficial da União, confirma a penalidade de abandono de cargo após mais de 30 dias consecutivos de ausência não justificada às funções de escrivão da Polícia Federal (PF).

Apuração interna concluiu abandono de cargo

Conforme o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corregedoria da PF em janeiro de 2026, o ex-deputado federal deixou de se reapresentar ao posto de trabalho depois de perder o mandato parlamentar em dezembro de 2025. Sem o afastamento legal que lhe permitia exercer atividade política nos oito anos anteriores, Eduardo deveria retornar imediatamente ao quadro da corporação, mas não o fez, segundo as investigações.

Impacto na carreira de escrivão da PF

Com a demissão, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perde o vínculo com uma carreira que oferece salário inicial de R$ 14.164,81 e pode chegar a R$ 21.987,38 com a progressão funcional, de acordo com a Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025. O escrivão é responsável por lavrar autos, termos, depoimentos e mandados, além de controlar prazos, organizar inquéritos e dar suporte operacional às diligências.

Residência nos Estados Unidos desde 2025

Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde o início de 2025, alegando perseguição política. Em julho do mesmo ano, recebeu green card do governo norte-americano, o que autorizou residência permanente no país. A falta de retorno ao Brasil foi decisiva para o enquadramento no artigo que pune abandono de cargo no serviço público federal.

Procedimentos legais e próximos passos

Com a publicação no Diário Oficial, a decisão passa a ter efeito imediato. Caso queira reverter a sanção, Eduardo poderá recorrer administrativamente ou à Justiça Federal. Especialistas em direito administrativo lembram que a reintegração é improvável quando há comprovação de ausência prolongada. Mais detalhes podem ser consultados no portal G1, que divulgou o teor completo do ato ministerial.

Demissão de Eduardo Bolsonaro da PF por abandono de cargo - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

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Crédito da imagem: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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