sábado, outubro 10, 2026
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Carros chineses ganham força global após queda interna

Carros chineses ganham força global após queda interna

Carros chineses aceleram a expansão mundial enquanto o mercado doméstico recua, apontam dados da Associação de Automóveis de Passeio da China (CPCA).

Vendas internas encolhem pelo décimo mês

Em julho de 2026, as vendas de automóveis na China caíram 21,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 1,47 milhão de unidades. Foi o décimo recuo mensal consecutivo, reflexo do combustível mais caro e da menor procura por sedãs de entrada, segundo o secretário-geral da CPCA, Cui Dongshu. No acumulado de janeiro a julho, a queda chega a 20,5%, o equivalente a 2,65 milhões de veículos a menos que em 2025.

Exportações disparam e compensam a fraqueza local

No sentido oposto, as exportações cresceram 88,2% no mês, alcançando 923 mil veículos. Modelos elétricos e híbridos plug-in lideraram, com avanço de 147,8%. A presença das montadoras chinesas se intensifica em Europa, Sudeste Asiático, América Latina e Oriente Médio, estratégia que compensa a desaceleração interna.

Brasil é destino chave

Entre janeiro e julho, o Brasil importou 344,1 mil veículos, alta de 25,7% sobre 2025. Mais da metade, 52,4%, veio da China, cujas remessas saltaram 105,4%. O movimento coincide com o avanço dos eletrificados no país: os emplacamentos desse segmento subiram 120,8% no período e já representam 23,5% das vendas mensais.

Montadoras buscam produção fora da China

Além de exportar, fabricantes como Geely firmaram acordos para montar SUVs elétricos na Espanha, aproximando-se dos consumidores europeus. No Brasil, sete novas marcas chinesas planejam desembarcar até 2028, aumentando a concorrência e pressionando preços. Estudo da Bright Consulting indica queda real de 1,5% no preço médio dos carros zero quilômetro em 2026.

Margens em risco apesar do avanço externo

Analistas do Deutsche Bank alertam que as montadoras devem enfrentar margens comprimidas no segundo semestre, devido a promoções agressivas e custos mais altos de baterias e semicondutores. O paradoxal cenário combina fraqueza interna e expansão global, tornando mercados como o brasileiro cada vez mais estratégicos. Detalhes adicionais podem ser conferidos em reportagem da Reuters.

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Crédito da imagem: Divulgação / Leapmotor

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