Cará-do-ar: guia Epamig traz cultivo e curiosidades
Cará-do-ar, popularmente chamado de cará-moela, vem despertando a atenção de agricultores e consumidores por unir alto valor nutricional e facilidade de manejo. Pertencente à mesma família dos carás tradicionais, a raiz aérea é classificada como PANC (Planta Alimentícia Não Convencional) e tem ganhado espaço nas hortas domésticas e comerciais em várias regiões do país.
Cartilha da Epamig orienta produtores
Para atender à crescente procura de informações, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) lançou uma cartilha exclusiva sobre a cultura. O material detalha etapas de plantio, preparo do solo, períodos ideais de semeadura e cuidados indispensáveis para garantir boa produtividade. Também há capítulos dedicados às principais pragas e doenças que podem comprometer o desenvolvimento da planta, indicando manejos sustentáveis de controle.
Curiosidades sobre o cultivo
Diferentemente do cará comum, cujo tubérculo cresce subterrâneo, o cará-do-ar forma bulbilhos que se desenvolvem acima do solo, presos às hastes. Essa característica facilita a colheita e reduz o risco de perdas por umidade excessiva. Além disso, cada bulbilho pode ser usado como muda, permitindo rápida multiplicação do plantio.
Demanda de leitores reforça interesse
O mineiro José Lúcio Batista, de Uberaba, exemplifica esse interesse crescente. Ele enviou carta ao Globo Rural buscando orientações sobre a espécie, o que motivou a publicação de informações e o destaque para o guia técnico. Segundo especialistas citados na cartilha e em estudos da Embrapa, a cultura apresenta bom rendimento em climas tropicais e pode ser incorporada a sistemas agroflorestais, contribuindo para a diversificação alimentar.
Rico em carboidratos e fibras, o cará-do-ar pode ser cozido, assado ou transformado em purês e sopas, ampliando o cardápio de vegetais pouco explorados no mercado convencional.

Imagem: Internet
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Crédito da imagem: Reprodução/G1
