sábado, junho 20, 2026
HomeFinançasImposto do pecado manterá tributos atuais, diz Fazenda

Imposto do pecado manterá tributos atuais, diz Fazenda

Imposto do pecado manterá tributos atuais, diz Fazenda

Imposto do pecado manterá tributos atuais, diz Fazenda

Imposto do pecado continuará cobrando, em fase de transição até 2027, o mesmo peso tributário aplicado hoje a bebidas alcoólicas e cigarros, declarou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta sexta-feira (19). Ao portal Jota, o ministro afastou a possibilidade de adiar o novo tributo seletivo e informou que a proposta de regulamentação chegará ao Congresso ainda neste ano.

Cronograma e debate com o setor

Durigan explicou que o governo pretende pactuar com as empresas afetadas, preservando a carga de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) já incidente. Segundo ele, a transição servirá para aprofundar discussões técnicas antes de qualquer alteração nas alíquotas.

Apesar de manter o peso atual, o Ministério da Fazenda sinalizou anteriormente que, no futuro, o objetivo é tornar mais caros produtos que trazem danos à saúde ou ao meio ambiente, reduzindo seu consumo. Entram na lista bebidas alcoólicas, refrigerantes, cigarros, veículos mais poluentes, extração de minérios e apostas em loterias ou “fantasy sports”.

Custos sociais do consumo de risco

Dados da Fundação Oswaldo Cruz apontam que, só em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões ao país, incluindo R$ 1,1 bilhão em internações no SUS. Para o tabagismo, o Ministério da Saúde calcula gasto indireto anual de R$ 86,3 bilhões, elevando o custo total para R$ 153,5 bilhões — 1,6 % do PIB. A arrecadação com a venda de cigarros, contudo, não passa de R$ 8 bilhões, demonstrando desequilíbrio fiscal.

No caso de bebidas ultraprocessadas, o governo estima desembolso próximo de R$ 3 bilhões anuais em tratamentos de doenças relacionadas. A Organização Mundial da Saúde recomenda medidas tributárias como forma eficaz de reduzir esses impactos.

Reação da indústria

Fabricantes brasileiros afirmam que as bebidas alcoólicas já enfrentam carga de 40 % a mais de 80 % sobre o preço final. Eles temem que qualquer alta futura pressione margens, provoque demissões e incentive o mercado ilegal.

Para que o novo imposto passe a valer, Câmara e Senado precisarão aprovar a regulamentação. O Executivo assegura que enviará o texto até dezembro, mantendo diálogo aberto com todos os segmentos econômicos envolvidos.

Quer saber como outros tributos podem afetar seu bolso? Confira as análises em nossa editoria Finanças e acompanhe as próximas atualizações.

Crédito da imagem: Reprodução/GloboNews

RELATED ARTICLES

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Popular