Brasil Asean: governo busca ampliar comércio pós tarifa EUA
Brasil Asean — O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu nesta terça-feira (11) em Brasília a secretária de Negócios Estrangeiros das Filipinas, Maria Theresa Lazaro, para discutir a expansão das trocas comerciais entre o Brasil e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). O encontro ocorre em meio ao recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Bloco asiático é 5º maior parceiro do Brasil
Dados do Itamaraty mostram que, em 2025, o comércio bilateral com os dez países da Asean ultrapassou US$ 38,4 bilhões, posicionando o bloco atrás apenas da China, União Europeia, Estados Unidos e Mercosul na lista de principais parceiros do Brasil. O superávit brasileiro com a região somou US$ 10,3 bilhões, equivalente a 15% do saldo total do país.
Agronegócio e mineração como pontas de lança
Durante a reunião, Vieira destacou o potencial filipino para absorver produtos do agronegócio e do setor mineral. Em 2025, as Filipinas tornaram-se o principal destino das exportações brasileiras de carne suína, gerando receitas de aproximadamente US$ 840 milhões.
Resposta brasileira ao tarifaço dos EUA
A iniciativa de diversificar mercados ganhou força após a Casa Branca anunciar tarifas de 25% e 12,5% a itens brasileiros, justificando práticas econômicas “desleais” e falhas no combate ao trabalho forçado em cadeias globais. O governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC), classificando as medidas como unilaterais e discriminatórias.
Washington respondeu indicando disposição para consultas, mas sem sinalizar recuo. A China, alegando possíveis impactos indiretos, solicitou participação nas discussões da OMC.
Mercosul e acordos futuros
Além do diálogo bilateral, o chanceler defende que o Mercosul negocie acordos de livre-comércio com Singapura, Vietnã, Indonésia e outras nações do Sudeste Asiático, reduzindo a dependência de mercados tradicionais e ampliando o leque de exportações brasileiras.

Imagem: Internet
Com a parceria Brasil Asean em expansão, o Itamaraty pretende acelerar entendimentos que facilitem tarifas preferenciais, simplifiquem barreiras sanitárias e aumentem a integração logística entre os blocos.
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Crédito da imagem: Mateus Oliveira/MRE
