Banimento de carros chineses nos EUA avança no Congresso
Banimento de carros chineses é o principal pedido da Alliance for Automotive Innovation, entidade que representa General Motors, Volkswagen, Toyota e quase todas as grandes montadoras instaladas nos Estados Unidos. Em carta enviada ao Congresso na segunda-feira (2), a associação solicitou que parlamentares aprovem ainda este ano uma lei que impeça de forma definitiva a entrada de veículos fabricados na China no mercado norte-americano.
Entidade alega risco à segurança nacional
De acordo com John Bozzella, presidente da Alliance, a presença de automóveis chineses traria “risco de vigilância” e colocaria em desvantagem empresas que já investem em fábricas e empregos nas comunidades dos EUA. Hoje, regulamentações adotadas no início de 2025 durante o governo Joe Biden, somadas a tarifas superiores a 100 % sobre carros elétricos, já dificultam a venda desses modelos no país. Para o setor, contudo, é preciso transformar as atuais restrições administrativas em lei permanente.
Tramitação acelerada, mas corrida contra o tempo
O projeto de lei avançou em julho ao ser aprovado por uma comissão do Senado, e a versão que tramita na Câmara dos Representantes já conta com mais de 100 coautores. Mesmo com apoio bipartidário, senadores decidiram adiar para novembro a tentativa de votação em regime de urgência. Caso os democratas ampliem o controle do Legislativo nas eleições de meio de mandato, aliados da indústria temem falta de tempo para apreciar o texto antes do encerramento da sessão, em dezembro.
Comparação com a Europa e reação da China
Bozzella citou o desempenho chinês na Europa para reforçar a urgência do veto. Segundo ele, mais de 1,1 milhão de veículos foram exportados da China para a União Europeia nos oito primeiros meses de 2026, superando todo o volume de 2025. O Ministério das Relações Exteriores chinês reagiu pedindo que Washington respeite as leis de mercado e classificando medidas similares como “repressão injustificada”.
Declaração de Trump causa apreensão
A indústria também monitora o posicionamento do ex-presidente Donald Trump. Em setembro, ele declarou à Fox News que aceitaria fábricas chinesas produzindo carros em solo norte-americano, o que gerou preocupações entre montadoras que defendem o banimento. A declaração adiciona incerteza ao debate legislativo em curso, segundo analistas ouvidos pela Reuters.

Imagem: Internet
Com a pauta de segurança nacional em evidência e a pressão de gigantes do setor automotivo, o Congresso terá poucas semanas para decidir se transformará as restrições temporárias em uma legislação definitiva.
Quer acompanhar mais novidades sobre indústria e tecnologia? Visite nossa editoria de Tech e continue informado.
Crédito da imagem: Divulgação / Toyota

