sábado, outubro 10, 2026
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Aporte de R$ 6 bilhões nos Correios entra no Orçamento

Aporte de R$ 6 bilhões nos Correios entra no Orçamento

Aporte de R$ 6 bilhões nos Correios foi antecipado pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, que confirmou ao g1 a inclusão da verba na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. O texto será encaminhado ao Congresso Nacional na próxima segunda-feira (31).

Reforço direto do Tesouro Nacional

O novo repasse virá por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, mecanismo usado quando o governo injeta recursos em empresas estatais para cobrir desequilíbrios financeiros. Moretti não detalhou o cronograma de liberação nem as contrapartidas exigidas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Crise prolongada e prejuízo bilionário

Entre janeiro e março de 2026, a estatal registrou prejuízo de R$ 3 bilhões, ampliando uma sequência de resultados negativos que se acumula há três anos. A combinação de queda de receitas, alta nas despesas operacionais e envelhecimento da frota tem pressionado o caixa da empresa.

Empréstimo de R$ 12 bilhões segue vigente

No fim de 2025, os Correios assinaram contrato de R$ 12 bilhões com cinco grandes bancos, públicos e privados, para garantir liquidez até 2040. A operação conta com garantia da União: se a ECT atrasar qualquer parcela, o Tesouro cobre o pagamento, como explica o Portal Tesouro Transparente, órgão oficial de divulgação das contas públicas.

Plano de reestruturação em andamento

Além de aportes e empréstimos, a companhia colocou em prática um plano de reestruturação que prevê:

  • Programa de Demissão Voluntária (PDV);
  • Venda de imóveis ociosos;
  • Renegociação de contratos de fornecedores;
  • Redução de jornada e ajustes em planos de saúde;
  • Lançamento de marketplace próprio para ampliar receitas.

As medidas buscam reduzir custos fixos e diversificar fontes de renda, preparando a empresa para um cenário de maior concorrência no setor logístico.

O aporte previsto no PLOA 2027 será analisado pelos parlamentares ao longo do segundo semestre. Se aprovado, o crédito suplementar reforçará o caixa da estatal a partir de janeiro de 2027.

Para acompanhar outras notícias sobre finanças públicas e o impacto das decisões de governo nas empresas estatais, visite nossa editoria de Finanças e continue informado.

Crédito da imagem: Jornal Nacional/Reprodução

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