Amizade no trabalho impulsiona carreira, apontam pesquisas
Amizade no trabalho vem se mostrando mais do que um fator de bem-estar: ela impacta produtividade, retenção e até decisões de carreira, segundo especialistas ouvidos pelo g1 e dados de levantamentos recentes.
Benefícios para profissionais e empresas
Pesquisas do Indeed Brasil e da KPMG revelam que 57% dos trabalhadores percebem melhoria na colaboração quando têm amigos na equipe, enquanto 50% apontam redução do estresse. Nos Estados Unidos, 84% dos entrevistados pela KPMG consideram esses vínculos essenciais para a saúde mental e 57% aceitariam até 10% menos de salário para manter um ambiente amistoso.
Para Muller Gomes, gerente da consultoria Robert Half, as amizades funcionam como “salário emocional”, aumentando senso de pertencimento e reduzindo a rotatividade. A visão é reforçada por Camilla Pádua, da KPMG, que destaca a criação de um “tecido de confiança” capaz de acelerar entregas.
Casos práticos ilustram o cenário: as biólogas marinhas Mônica Pontalti e Carolina Iozzi Relvas transformaram uma convivência de 45 dias embarcadas em parceria profissional duradoura; já as engenheiras Catherine Ferreira e Lívia Cipriano Magalhães mantêm a proximidade mesmo atuando em departamentos distintos.
Quando os limites são ultrapassados
A presidente da ABRH-SP, Eliane Aere, alerta que o problema surge quando a relação pessoal influencia promoções, avaliações ou distribuição de tarefas. “A amizade deve adicionar valor, não retirar objetividade”, diz.
Lucimara Costa, diretora de RH da Nexti, cita sinais de alerta: evitar feedbacks para não magoar o amigo, decisões baseadas em afinidade e formação de panelinhas. Nesses casos, maturidade e transparência são fundamentais, especialmente quando um dos colegas assume posição de liderança.
Como cultivar relações saudáveis
Especialistas recomendam separar critérios técnicos da afinidade pessoal, respeitar limites de confidencialidade e manter imparcialidade em feedbacks. Também vale observar indicadores de solidão corporativa: levantamento da Pluxee mostra que 47% dos brasileiros se sentem sozinhos no trabalho, o que pode levar a queda de criatividade e engajamento.

Imagem: Internet
Para aprofundar o tema, a Harvard Business Review explica como amizades fortalecem a cultura de confiança nas empresas (Harvard Business Review).
As evidências indicam que cultivar amizades no ambiente profissional, com equilíbrio e profissionalismo, eleva satisfação e desempenho, beneficiando pessoas e organizações.
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Crédito da imagem: Arte g1
