quinta-feira, novembro 5, 2026
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Imposto do pecado terá alíquota de até 24% a partir de 2027

Imposto do pecado terá alíquota de até 24% a partir de 2027

Imposto do pecado começará a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027, conforme Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União. A MP define o chamado Imposto Seletivo, cuja missão é encarecer produtos que geram danos à saúde ou ao meio ambiente.

Como fica a tributação de bebidas

Pelo texto, bebidas açucaradas pagarão 2,6%. Para bebidas alcoólicas, as alíquotas escalam de acordo com o teor e o tipo:

  • Cerveja de malte: 4,2%;
  • Vinhos, espumantes, proseccos e champanhes (exceto madeira, porto e xerez): 8%;
  • Vermutes: 12%;
  • Vinhos da madeira, do porto e de xerez: 16%;
  • Drinks prontos acima de 8% de álcool: 16%;
  • Rum e cachaça: 20%;
  • Destilados como uísque, vodca, gim e tequila: 24%.

No caso dos cigarros, a cobrança será de 66,7% mais R$ 3,50 por maço.

Veículos, loterias e outras atividades também entram

A MP estabelece critérios de sustentabilidade para automóveis, aeronaves e embarcações. Veículos adquiridos por pessoas com deficiência, taxistas e caminhões acima de 3.500 quilos terão alíquota zero. Extração mineral, loterias e fantasy sports também estarão sujeitos ao tributo a partir do próximo ano.

Transição e arrecadação prevista

Até 2027, o governo manterá o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos itens abrangidos, evitando desoneração temporária. A equipe econômica projeta arrecadar R$ 41,9 bilhões com o novo imposto no primeiro ano. Até 31 de maio de 2027, o Executivo enviará projeto de lei definindo as alíquotas que passarão a valer em 1º de janeiro de 2028, reforçando o caráter extrafiscal da cobrança.

Imposto do pecado terá alíquota de até 24% a partir de 2027 - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Caso queira aprofundar os impactos de tributos sobre saúde pública, a Organização Mundial da Saúde mantém estudos detalhados sobre consumo de álcool e tabaco.

Para conferir mais análises sobre mudanças econômicas, visite nossa editoria de Finanças e continue informado.

Crédito da imagem: Divulgação

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