Trump ordena ação contra grandes frigoríficos dos EUA
Trump ordem deverá permitir que pecuaristas e agricultores dos Estados Unidos processem a própria carne, reduzindo a dependência de grandes frigoríficos como JBS, Tyson Foods, Cargill e National Beef Packing. O presidente norte-americano afirmou, nesta sexta-feira (28), que determinou a elaboração de documentos legais para “quebrar um poderoso monopólio” que, segundo ele, prejudica produtores rurais há anos.
Alegação de monopólio no setor de carnes
Sem mencionar empresas específicas, Trump declarou em sua rede social que quatro companhias “tornam a vida dos produtores miserável”. Dados citados pela Casa Branca indicam que essas processadoras concentram cerca de 85% do abate de carne bovina no país, o que, na avaliação do governo, limita a concorrência e pressiona preços em toda a cadeia.
Próximos passos e medidas complementares
A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, adiantou que anúncios formais devem ocorrer a partir de segunda-feira (31). Entre as medidas previstas estão a ampliação da venda interestadual de carne por pequenos produtores, o reforço a abatedouros de menor porte e a revogação de “orientações desatualizadas” do Departamento de Agricultura (USDA).
Impacto nos preços ao consumidor
A iniciativa surge em meio a um aumento expressivo no valor da carne bovina. Segundo o Bureau of Labor Statistics, o preço médio da libra (453,59 g) de carne moída atingiu US$ 6,82 em junho, 79% acima do registrado no início de 2019. O recuo do rebanho norte-americano ao menor nível em 75 anos, aliado à demanda firme e à restrição de importações de gado do México desde 2025, tem alimentado essa escalada.
Reações do setor e contexto político
As empresas citadas não responderam aos pedidos de comentário até o momento. O anúncio acontece poucos meses antes das eleições de meio de mandato, em um cenário de alta de custos para os consumidores. Em entrevista recente ao podcast de Glenn Beck, Trump atribuiu a elevação dos preços às regras atuais do USDA, que, segundo ele, favorecem as grandes processadoras.

Imagem: Internet
Mais detalhes sobre a redação da ordem executiva devem ser divulgados em documentos oficiais, conforme informou a agência Reuters.
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Crédito da imagem: Evan Vucci/Reuters
