Tarifaço dos EUA: Brasil quer ampliar lista de exceções
Tarifaço dos EUA: Brasil quer ampliar lista de exceções
Tarifaço dos EUA é o tema central da conversa reaberta entre Brasília e Washington. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, informou nesta sexta-feira (21) que a prioridade brasileira é ampliar a lista de produtos isentos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Negociação retomada
O diálogo foi reativado após telefonema do representante do Escritório de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer, ao ministro brasileiro. A ligação ocorreu um dia depois da conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, na qual ambos defenderam a continuidade das negociações comerciais.
Segundo Márcio Elias, técnicos dos dois governos irão se reunir “já na próxima semana” para definir um cronograma de tratativas. “Ficamos de alinhar o primeiro encontro e ajustar o caminho das negociações”, declarou o ministro.
Entenda as tarifas
Há pouco mais de um mês, Washington aplicou duas sobretaxas sucessivas às exportações brasileiras: um adicional de 25% por alegadas barreiras ao comércio — citando, entre outros pontos, o PIX e a regulação de plataformas digitais — e outro de 12,5% decorrente de denúncias de trabalho forçado em cadeias globais. Com isso, a alíquota final chegou a 37,5% para parte dos produtos enviados aos EUA.
Petróleo, café e carne bovina ficaram fora da cobrança, mas setores como calçados, máquinas, madeira e açúcar passaram a pagar a tarifa máxima.
Impacto econômico
Estimativa da Câmara de Comércio dos EUA e da Amcham Brasil aponta que até 3 mil itens podem ser afetados, somando US$ 12,5 bilhões em exportações anuais. A entidade avalia que a medida compromete a competitividade brasileira, onera empresas norte-americanas e ameaça cadeias produtivas integradas entre os dois países.

Imagem: Internet
O governo brasileiro defende que ampliar as exceções aliviará pressões sobre indústrias de ambos os lados e preservará investimentos bilaterais. Para entender melhor a posição oficial dos EUA, consulte o site do USTR, órgão responsável pela política comercial norte-americana.
Enquanto técnicos negociam, exportadores avaliam alternativas para manter contratos e evitar repasses de custos ao consumidor final.
No Brasil, o tema interessa diretamente ao setor financeiro e industrial. Se você acompanha os impactos das políticas econômicas internacionais, confira também nosso conteúdo em Finanças e mantenha-se informado sobre as próximas etapas dessas negociações.
Crédito da imagem: Júlio César Silva/MDIC
