quinta-feira, outubro 8, 2026
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Revisão criminal de Bolsonaro deve ir ao plenário do STF

Revisão criminal de Bolsonaro deve ir ao plenário do STF

Revisão criminal de Bolsonaro deverá ser apreciada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), e não por uma das turmas, segundo sinalização do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, ao relator do pedido, ministro Nunes Marques. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tenta reverter a condenação de 27 anos e três meses de prisão imposta pela Primeira Turma.

Fachin apoia julgamento coletivo

Fontes próximas aos dois magistrados revelaram que Fachin deixou claro a Nunes Marques que, caso o processo seja liberado, pautará rapidamente o tema para o plenário. Embora o regimento interno permita que uma turma revise decisão da outra, ministros entendem que, por se tratar da primeira revisão criminal na história do STF, o debate precisa do colegiado completo.

A intenção de Nunes Marques é levar o caso adiante logo após o segundo turno das eleições, no fim de outubro. O gesto foi interpretado nos bastidores políticos como um aceno ao senador Flávio Bolsonaro, que atua pela revisão da sentença.

Composição do STF e cenários possíveis

A Primeira Turma, responsável pela condenação, é formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, todos favoráveis à punição. Na Segunda Turma, onde está Nunes Marques, também atuam Luiz Fux, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça. No plenário, além dos quatro votos já contrários a Bolsonaro, Gilmar Mendes manifestou-se publicamente pelo mesmo entendimento, enquanto Fux votou pela absolvição.

Segundo o regimento do STF, revisões criminais podem reavaliar provas e rediscutir a dosimetria da pena, tornando o resultado imprevisível quando todos os 11 ministros participam.

Próximos passos

Com a sinalização de Fachin, o processo aguarda a liberação do relator. Se Nunes Marques concluir seu voto nas próximas semanas, a decisão de pautar caberá ao presidente do tribunal. Até lá, aliados de Bolsonaro intensificam articulações políticas, enquanto integrantes da Corte reforçam a necessidade de um julgamento transparente e colegiado.

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Crédito da imagem: Rosinei Coutinho/STF

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