Recuperação judicial da Casas Bahia envolve 10 empresas
Recuperação judicial é a estratégia adotada pelo Grupo Casas Bahia para reorganizar suas finanças e evitar a falência. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo na noite de domingo (6) e abrange outras nove companhias ligadas ao conglomerado varejista.
Objetivo é preservar operações e empregos
Segundo comunicado ao mercado, o conselho de administração aprovou a medida para permitir a renegociação de dívidas num cenário de juros altos, crédito restrito e consumo em queda. A legislação brasileira garante que, sob supervisão da Justiça, a empresa continue funcionando enquanto negocia com credores. A Casas Bahia assegurou que lojas físicas, e-commerce e canais de marketplace seguirão abertos ao público.
Empresas incluídas no processo
Integram o pedido de tutela judicial:
- ASAP Log Logística e Soluções Ltda.
- ASAP Log Ltda.
- CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.
- Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.
- Globex Administração e Serviços Ltda.
- Cnova Comércio Eletrônico S.A.
- Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.
- Casas Bahia Tecnologia Ltda.
- Indústria de Móveis Bartira Ltda.
Mudanças na liderança acompanham reestruturação
No mesmo dia, o vice-presidente Jurídico e Tributário, Fábio Spina, deixou o cargo, mas continuará como consultor durante o processo. Sírley Lima, executiva com mais de duas décadas de experiência em empresas como Heineken e Souza Cruz, assume as áreas Jurídica, Tributária, Compliance e Controles Internos.
O grupo também anunciou saídas no conselho de administração: Jackson Schneider e Rogério Calderón. Claudia Quintella Woods passa a compor o Comitê de Auditoria, enquanto André Luiz Helmeister ingressa no Comitê de Finanças.
Prejuízo bilionário reforça urgência
A divulgação de um prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre, reflexo do fechamento de 298 lojas, acelerou a busca por proteção judicial. A companhia destacou que, apesar de negociações para captar recursos, não houve consenso com investidores, tornando a recuperação a via mais viável.

Imagem: Internet
Mais detalhes sobre o instituto da recuperação judicial podem ser consultados no Tribunal de Justiça de São Paulo, autoridade responsável pelo acompanhamento do processo.
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Crédito da imagem: Sarah Brito/g1
