Protestos em Jharkhand pedem investigação federal
Protestos em Jharkhand ganharam força após milhares de concurseiros marcharem até a Assembleia Legislativa estadual, no leste da Índia, exigindo a anulação de exames públicos e uma investigação federal sobre supostas fraudes. As manifestações, iniciadas em 25 de julho no Estádio Jaipal Singh Munda, chegaram ao ápice na segunda-feira (11/08), quando a polícia utilizou canhões de água para conter a multidão que tentava avançar pelas barreiras de segurança.
Greve de fome e tensão crescente
Inspirados pelo movimento estudantil Cockroach Janta Party, que sacudiu Nova Délhi no mês passado, vários manifestantes de Ranchi aderiram à greve de fome. Entre eles, Rahul Kranti, 40 anos, foi transferido para a UTI após piora do estado de saúde. Apesar dos riscos, Kranti prometeu manter o jejum até que o governo cancele os exames da Comissão de Serviço Público de Jharkhand (JPSC) e autorize o Departamento Central de Investigações (CBI) a apurar as denúncias.
Medidas oficiais não contêm a mobilização
Após longas negociações, o governo estadual suspendeu a prova da JPSC deste ano, e três membros da comissão pediram demissão. No entanto, líderes do Fórum de Reformas JPSC-JSSC consideram tais concessões insuficientes. Eles exigem também o cancelamento do JSSC-CGL, principal concurso para servidores de Jharkhand, além da divulgação integral das folhas de respostas, verificação biométrica dos candidatos e punição de agências terceirizadas envolvidas em irregularidades.
Origens da crise
O estopim foi a divulgação, em julho, de uma folha de respostas praticamente em branco pertencente a um dos aprovados. A suspeita de fraude levou à prisão do candidato e de outras dez pessoas, bem como à renúncia do presidente da JPSC. Ainda assim, estudantes argumentam que o problema é estrutural e que fraudes semelhantes vêm se repetindo em estados como Bihar, Uttar Pradesh e Rajasthan, segundo relatório da BBC.
Expectativas e próximos passos
O ministro-chefe Hemant Soren declarou estar aberto ao diálogo, mas manteve restrições a protestos num raio de 750 metros da assembleia até 12 de agosto. Para os jovens, a confiança só será restaurada com reformas profundas e transparência total nos futuros processos seletivos.

Imagem: divergência sobre a formação
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Crédito da imagem: ANI News/IMAGO via DW
