PF arquiva investigação sobre interferência dos EUA nas urnas
PF arquiva investigação sobre a suposta interferência do governo de Donald Trump nas eleições brasileiras, após conclusão de análise preliminar conduzida pela Diretoria de Inteligência da Polícia Federal (PF).
Como começou a apuração
O procedimento teve origem em pedido formal da Advocacia-Geral da União (AGU), encaminhado em 1º de fevereiro ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A solicitação citava reportagem do jornal britânico The Guardian que apontava repasse de US$ 1 milhão, pelo Departamento de Estado norte-americano, a grupos sediados no Brasil.
Acusações citadas pela AGU
Na notícia-crime, a AGU alegou que os recursos teriam sustentado entidades engajadas em ações contra instituições brasileiras, em especial o Supremo Tribunal Federal (STF). O financiamento, segundo o documento, viria do fundo Human Rights and Democracy Fund (HRDF) para o programa “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”. O advogado-geral da União, Jorge Messias, assinou o pedido ao lado de outros três membros do órgão.
Decisão pelo arquivamento
No domingo de primeiro turno, 4 de fevereiro, Andrei Rodrigues informou que a PF realizava investigação preliminar, sem abertura formal de inquérito. Concluídas as diligências iniciais, a corporação decidiu arquivar o caso por ausência de indícios suficientes de crime ou de interferência capaz de comprometer a lisura do processo eleitoral.
Próximos passos
Embora encerrada a investigação, a PF ressalta que o caso pode ser reaberto se surgirem novos elementos. A AGU ainda não informou se tomará outras medidas junto ao Ministério Público Federal.

Imagem: Internet
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Crédito da imagem: Divulgação/PF
