Pacote de medidas Lula 4: Tesouro confirma elaboração
Pacote de medidas Lula 4 já está sendo desenhado pela equipe econômica, informou nesta quinta-feira (29) o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal. Segundo o gestor, o conjunto de ações deverá orientar a quarta gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para o período de 2027 a 2030, com foco em reequilibrar as contas públicas.
Objetivo é conter avanço da dívida
Leal reconheceu que déficits fiscais consecutivos elevaram a percepção de risco, pressionando taxas de juros e encarecendo o serviço da dívida pública. Analistas de mercado apontam que, sem um ajuste mais firme, o endividamento continuará crescendo. Entre os fatores que agravaram o quadro estão o aumento de gastos e o reconhecimento de passivos de gestões anteriores, como precatórios.
Tributação de títulos isentos ainda não foi definida
O secretário negou, contudo, que haja decisão sobre a cobrança de IOF sobre títulos hoje isentos. Segundo ele, qualquer mudança tributária passará por ampla avaliação antes de ser apresentada ao Congresso. A sinalização tenta acalmar investidores que temem elevação brusca de impostos sobre aplicações financeiras.
Pressão do mercado por ajuste fiscal
Economistas ressaltam que o Brasil precisa conter despesas e ampliar receitas para reduzir a relação dívida/PIB. Dados do Banco Central mostram aumento dessa proporção nos últimos anos, reforçando a necessidade de um pacote robusto. Entre as medidas em estudo estão revisão de subsídios, controle de gastos obrigatórios e possíveis mudanças na tributação de renda.
Próximos passos
Leal afirmou que a proposta será detalhada ao longo de 2025, permitindo debate legislativo antes do início do novo mandato. A expectativa é que parte das iniciativas possa ser antecipada para aliviar o orçamento ainda nesta gestão.

Imagem: Internet
O governo busca, assim, conciliar responsabilidade fiscal com a manutenção de programas sociais, objetivo central da plataforma de Lula. A equipe econômica promete transparência no processo e diálogo com o Congresso para garantir aprovação das reformas necessárias.
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Crédito da imagem: G1
