Financiamento imobiliário sobe em Bradesco, Itaú e Santander
Financiamento imobiliário ficou mais caro nos maiores bancos privados do país. Bradesco, Itaú Unibanco e Santander elevaram suas taxas para novas contratações após a recente escalada dos juros futuros, movimento que afeta diretamente o custo de longo prazo dos contratos.
Novas condições nos três bancos
Segundo comunicados internos obtidos pelo g1, o Bradesco ajustou a taxa principal de 11,99% + TR para 15% + TR ao ano, enquanto clientes Private passaram a pagar a partir de 13,60% + TR. O Itaú fixou a taxa mínima em 12,95% ao ano; no segmento Private, parte de 12,89% + TR, chegando a 14,85% + TR para não correntistas. Já o Santander elevou o piso de 11,69% + TR para 12,49% + TR.
Por que os juros subiram?
As três instituições atribuem o reajuste ao aumento dos juros futuros. O rendimento dos títulos públicos de cinco anos avançou de 12,87% para 15,39% após as eleições, impulsionando o custo de captação. Como o financiamento imobiliário depende de recursos de longo prazo, bancos repassam essa variação para preservar a rentabilidade das operações. De acordo com a Abecip, Bradesco, Itaú e Santander responderam por 55% do volume financiado de janeiro a setembro deste ano.
E a Caixa Econômica Federal?
Líder absoluta no segmento, a Caixa não informou se seguirá a mesma estratégia. O banco está em período de silêncio pré-divulgação de balanço e, portanto, não comentou a possibilidade de ajustes.
Como o consumidor deve agir
A advogada Daniele Akamine alerta que, com a alta acima de 3 pontos percentuais ao ano, parcelas podem encarecer e reduzir o valor financiável. Ela recomenda:

Imagem: Internet
- Comparar simulações em diferentes bancos, incluindo a Caixa, que mantém taxas inalteradas até o momento;
- Analisar o Custo Efetivo Total (CET), que engloba seguros, tarifas e correção pela TR;
- Observar o índice de correção do contrato (TR ou IPCA) e o sistema de amortização (SAC ou Price).
Especialistas lembram que, mesmo com a Selic em trajetória de queda, contratos de longo prazo são guiados pelos juros futuros, que podem se mover em direção oposta.
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Crédito da imagem: Reuters
