Orelha-de-elefante: planta ornamental é tóxica, diz agrônomo
Orelha-de-elefante foi a espécie identificada no quintal de Maria Hernandes, em São Bernardo do Campo (SP), após a moradora enviar carta e fotos ao programa Globo Rural em busca de esclarecimentos. A confirmação veio do agrônomo Chukichi Kurozawa, que classificou o exemplar como orelha-de-elefante-panduriforme, integrante da família Araceae, a mesma da taioba.
Folhas chamativas escondem perigo
De acordo com Kurozawa, a planta é apreciada como ornamento graças às folhas grandes, enrugadas e levemente onduladas, capazes de criar pontos de destaque em jardins sombreados. No entanto, tanto as folhas quanto os rizomas — caules subterrâneos que armazenam nutrientes — contêm substâncias tóxicas. A ingestão pode provocar irritação intensa na mucosa bucal, náuseas e distúrbios gastrointestinais.
Recomendações aos proprietários
O especialista frisa que a orelha-de-elefante não deve ser confundida com variedades comestíveis, como a taioba verdadeira. “Em caso de dúvida, é mais seguro evitar o consumo”, orienta. Ele sugere manter a planta longe do alcance de crianças e animais domésticos e adotar luvas durante o manuseio, prática que reduz o risco de contato com a seiva irritante.
Orientação oficial e informações adicionais
Para quem busca referências técnicas sobre espécies tóxicas no paisagismo, o Ministério da Agricultura e a Embrapa mantêm guias gratuitos de identificação e manejo. Especialistas recomendam ainda registrar a planta em aplicativos de catalogação botânica, facilitando futuras consultas.
Caso seu quintal abrigue exemplares exóticos, siga o conselho de Maria: procure auxílio profissional antes de qualquer uso culinário ou medicinal. Manter a atenção a plantas potencialmente nocivas evita acidentes domésticos facilmente preveníveis.

Imagem: Internet
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Crédito da imagem: G1
