Itaú Bank recebe aval preliminar para operar nos EUA
Itaú Bank recebe aval preliminar para operar nos EUA
Itaú Bank ganhou luz verde inicial do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para estabelecer um banco de licença nacional nos Estados Unidos, anunciou o Itaú Unibanco nesta segunda-feira (17). A autorização é considerada um marco para a expansão da instituição brasileira no mercado norte-americano, mas não garante ainda o início das operações.
Segundo comunicado ao mercado, a abertura efetiva do Itaú Bank depende do cumprimento de exigências regulatórias e operacionais adicionais, bem como da aprovação de outros reguladores. Entre eles estão o Federal Reserve Board, equivalente ao Banco Central brasileiro, e a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), agência que assegura os depósitos bancários nos EUA.
Etapas restantes para a estreia
O maior banco privado do Brasil explicou que a decisão do OCC representa apenas a primeira etapa do processo. Para alcançar o aval definitivo, o Itaú deverá apresentar planos detalhados de governança, estrutura de capital, controles de risco e políticas de compliance compatíveis com o sistema financeiro norte-americano.
A instituição já atua nos Estados Unidos desde 1979, oferecendo principalmente serviços de banco de investimento e private banking. A criação do Itaú Bank viabiliza, segundo o grupo, uma oferta “mais abrangente” de produtos e serviços, permitindo atender clientes locais e multinacionais de forma integrada.
Estrategia de expansão internacional
O movimento está alinhado à estratégia do Itaú Unibanco de diversificar receitas fora do Brasil e reforçar sua presença em praças consideradas estratégicas. Nos últimos anos, o banco consolidou operações no Chile, Colômbia e Paraguai, além de manter escritórios em centros financeiros como Nova York e Miami.

Imagem: Internet
Não foi divulgado prazo para a conclusão do processo regulatório, mas executivos do banco indicam que o objetivo é iniciar operações “o mais breve possível”, uma vez cumpridos todos os requisitos impostos pelas autoridades norte-americanas.
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Crédito da imagem: Reuters/Amanda Perobelli
