quarta-feira, outubro 21, 2026
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IBGE retira menção a drogas do cálculo oficial do PIB

IBGE retira menção a drogas do cálculo oficial do PIB

IBGE retira menção a drogas do cálculo oficial do PIB

IBGE PIB — O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística atualizou a nota metodológica sobre a revisão das Contas Nacionais e retirou a referência à estimativa da comercialização de drogas ilícitas no Produto Interno Bruto (PIB). A primeira versão do documento, publicada em 8 de outubro de 2025, informava que a nova série incorporaria cálculos desse mercado; já a versão de 11 de setembro de 2026 omite o tema.

A exclusão ocorre após repercussão nas redes sociais, onde usuários criticaram a possível inclusão das drogas, sugerindo que a medida inflaria artificialmente os indicadores econômicos. O IBGE esclareceu ao g1 que as notas metodológicas passam por revisões frequentes, incluindo ajustes de cronograma, comentários externos e mudanças nas bases de dados.

Revisão segue padrões internacionais

A prática de estimar atividades ilegais está alinhada às recomendações do System of National Accounts (SNA) da ONU. Segundo esses manuais, transações voluntárias, ainda que ilícitas, devem entrar nas contas para evitar distorções, como a superestimação da poupança das famílias.

O instituto informou que discute o tema desde 2019 e realizou uma estimativa-teste em 2021. Os estudos consideram três etapas: número de usuários, consumo médio e preço de venda, resultando no gasto total. Depois, avaliam-se produção interna, importações ilegais e custos, a fim de calcular o Valor Adicionado Bruto (VAB) dessa atividade.

Apesar de confirmar a intenção de incorporar o mercado de drogas na revisão, o IBGE não detalhou se prostituição e contrabando — também citados nos guias internacionais — serão incluídos. A divulgação da nova série das Contas Nacionais está prevista para 2028.

Motivos da remoção não foram esclarecidos

Questionado sobre a razão específica para a retirada da menção, o IBGE limitou-se a dizer que as notas são “rotineiramente atualizadas”. O órgão não confirmou se a estimativa constará, de fato, nos resultados finais do PIB.

No cenário internacional, países como Reino Unido, Itália e Canadá já incorporam parcela da economia informal e ilegal em seus indicadores macroeconômicos, reforçando a tendência de maior abrangência estatística.

Em síntese, a decisão do IBGE representa mais um passo no processo de revisão metodológica que busca alinhar o cálculo do PIB brasileiro às melhores práticas globais, mas ainda sem definição pública sobre a forma de inclusão das atividades ilegais.

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Crédito da imagem: Reprodução

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