Foguete reutilizável chinês pousa de ré em teste inédito
Foguete reutilizável chinês Zhuque-3, da startup LandSpace, completou nesta quarta-feira (19) um pouso vertical de ré em solo, recuperando o primeiro estágio após o lançamento na Zona-Piloto de Inovação Comercial Espacial de Dongfeng, noroeste da China.
Primeira recuperação privada no país
Com a manobra, confirmada pela imprensa estatal e registrada em vídeo, a LandSpace tornou-se a primeira empresa privada chinesa a aterrissar um propulsor orbital, aproximando o país da tecnologia dominada por companhias norte-americanas como SpaceX e Blue Origin. Segundo a agência Reuters, este foi o segundo teste de pouso do Zhuque-3; o anterior, em 2025, não conseguiu a recuperação controlada.
Detalhes técnicos do Zhuque-3
Construído em aço inoxidável e equipado com nove motores que queimam metano e oxigênio líquido, o foguete tem 66,1 metros de altura. O material promete maior resistência térmica e redução de custos frente às ligas de alumínio-lítio de concorrentes. Em missões sem retorno, a aeronave é capaz de levar 14,2 toneladas à órbita baixa da Terra, enquanto o Falcon 9, da SpaceX, alcança 22,8 toneladas.
Economia e planos de expansão
A recuperação do estágio, realizada a cerca de 390 km do local de lançamento, reforça a estratégia de reutilizar o propulsor até 20 vezes, cortando despesas e viabilizando lançamentos comerciais mais frequentes. O êxito também deve impulsionar a oferta pública inicial (IPO) que a LandSpace prepara no STAR Market, em Xangai, onde pretende captar 7,5 bilhões de yuans (US$ 1,11 bilhão) para acelerar projetos e tornar-se lucrativa até 2029.
Histórico recente da China
O país soma agora quatro tentativas de recuperar impulsionadores orbitais. Além dos esforços da LandSpace, o Long March 12A, estatal, e um teste experimental com rede marítima em julho deste ano compõem o calendário de avanços. Contudo, esta é a primeira vez que um pouso bem-sucedido ocorre em solo utilizando pernas retráteis.

Imagem: Internet
Segundo a empresa, um estágio recuperado deverá voar novamente nos próximos seis meses, consolidando a base para missões comerciais de baixo custo e alta cadência.
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Crédito da imagem: G1
