sexta-feira, outubro 9, 2026
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Fechamento de empresas na Argentina se acelera sob Milei

Fechamento de empresas na Argentina se acelera sob Milei

Fechamento de empresas na Argentina se acelera sob Milei

Fechamento de empresas tornou-se expressão recorrente na Argentina desde a posse de Javier Milei. Levantamento do Centro de Economia Política Argentina (Cepa) indica que 31.342 companhias — cerca de 6% do total — encerraram as atividades entre dezembro de 2023 e junho de 2024, a maior parte pequenas e médias.

Crescimento desigual expõe “duas economias”

Embora o Produto Interno Bruto tenha avançado 2,2% no primeiro semestre e a inflação anual tenha despencado de 211% para 33,5%, o dinamismo está concentrado em mineração, energia, agro e setor financeiro. Comércio e indústria, responsáveis por boa parte do emprego formal, enfrentam retração severa com queda do consumo interno e maior concorrência de importados.

Principais fatores do colapso empresarial

Especialistas ouvidos pela imprensa apontam combinação de baixa renda real, tarifas de serviços básicos mais altas, juros elevados e câmbio valorizado. A abertura comercial, defendida pelo governo, amplia a pressão sobre fabricantes locais, incapazes de competir em preço com produtos estrangeiros.

De acordo com Hernán Letcher, diretor do Cepa, “o bolo encolheu e precisa ser dividido com novos concorrentes que importam”. Já o economista Miguel Boggiano argumenta que muitas das empresas fechadas tinham um ou dois empregados e viviam de subsídios, reforçando que a atual administração busca uma “transformação estrutural”.

Impacto social

O desemprego se mantém em 8%, mas analistas alertam que o trabalho formal encolhe enquanto atividades informais crescem. Milei reconhece essa mudança: “Há contração no setor formal e expansão no informal; o resultado líquido é positivo”. Entretanto, a pobreza atinge um em cada três argentinos e a inadimplência chega a 33% dos tomadores de crédito.

Perspectivas

O governo aposta em megaprojetos de gás, petróleo e lítio para gerar divisas e estabilizar a macroeconomia. No curto prazo, porém, economistas temem nova onda de fechamentos quando o aumento do imposto sobre combustíveis entrar em vigor em outubro.

Fechamento de empresas na Argentina se acelera sob Milei - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Para entender como políticas semelhantes afetam empreendedores em outros países, confira reportagem da BBC.

Se você se interessa por análises econômicas e dicas para driblar momentos de crise, visite também nossa editoria de Finanças e acompanhe nossas atualizações.

Crédito da imagem: Mariana Nedelcu / Reuters

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