Estreito de Ormuz: Irã impõe 6 exigências aos EUA
Estreito de Ormuz volta ao centro das tensões internacionais depois de o Irã, neste sábado (8), divulgar uma lista com seis condições para liberar a passagem de petroleiros pelo canal responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.
Principais pontos das exigências
Em comunicado transmitido pela mídia estatal e citado pelo The New York Times, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano elencou:
– Suspensão imediata do bloqueio naval e das sanções econômicas dos EUA;
– Retirada das tropas norte-americanas das proximidades do Irã;
– Pagamento de indenizações de guerra;
– Descongelamento de ativos iranianos no exterior;
– Fim dos ataques a aliados de Teerã na região;
– Encerramento de todas as ameaças militares contra o país.
Reação e impasse diplomático
Autoridades em Washington consideram improvável que o governo de Donald Trump aceite as demandas, o que mantém a incerteza sobre o futuro do Estreito de Ormuz. Na semana passada, Trump advertiu que Teerã teria de escolher entre um “acordo” ou “rendição total”. Fontes americanas também condicionam o descongelamento de bens iranianos ao abandono do enriquecimento de urânio e do programa nuclear.
Impacto no mercado de petróleo
Desde o início do conflito, em fevereiro, a limitação do tráfego no canal sustentou a alta nos preços do Brent, que já acumulam quase 15% em 2024, encerrando a sexta-feira (7) a US$ 83,30 o barril. Analistas alertam que a continuidade do bloqueio pode pressionar ainda mais os custos de energia e a inflação mundial, cenário sensível para a economia dos EUA em ano eleitoral.

Imagem: Internet
Tentativas paralelas de acordo
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã e Omã estão “muito perto” de selar um pacto para criar uma rota alternativa no mesmo estreito. Segundo fonte citada pela Reuters, a assinatura desse entendimento poderia levar Washington a suspender temporariamente o bloqueio portuário, retomando termos já previstos em memorando firmado em junho, mas que naufragou por divergências de interpretação.
No curto prazo, a lista iraniana frustra a expectativa de reabertura rápida do corredor marítimo, prolongando a volatilidade nos mercados de energia. Para acompanhar como a instabilidade no Oriente Médio afeta seus investimentos, confira também nossas análises em Finanças e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: Reuters/Stringer
