sábado, outubro 10, 2026
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Escala 6×1 ameaçada: veja como funcionam 5×2, 4×3 e 12×36

Escala 6×1 ameaçada: veja como funcionam 5×2, 4×3 e 12×36

Escala 6×1 está no centro do debate trabalhista nesta quarta-feira (2), quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vota o projeto que extingue o regime de seis dias de trabalho para um de folga e garante dois dias de descanso remunerado por semana. Se aprovado, o texto relatado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) segue ao plenário.

O que muda se o Senado aprovar

A proposta acompanha a PEC aprovada pela Câmara em maio, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais em até 14 meses e também determina o fim da 6×1. Segundo especialistas, a alteração não impacta o salário-base, mas interfere no cálculo de horas extras e organização de turnos.

Detalhes da tramitação podem ser acompanhados no portal do Senado Federal, onde as pautas da CCJ são atualizadas em tempo real.

Como funcionam as principais escalas

6×1 – Seis dias consecutivos de trabalho e um de descanso. Para atingir 44 horas semanais, a jornada diária é de cerca de 7h20. Amplamente usada em comércio, indústria e serviços essenciais.

5×2 – Cinco dias de trabalho e dois de folga, geralmente sábado e domingo. A jornada é de 8h48 para 44 horas ou de 8h para 40 horas semanais.

4×3 – Quatro dias de trabalho e três de descanso. Para 44 horas, exigiria 11 horas diárias, acima do limite legal de 10. Costuma ser adotada com carga reduzida, como 36 horas, mediante acordo coletivo.

12×36 – Doze horas seguidas de trabalho e 36 de descanso. Consolidada pela reforma trabalhista de 2017, é comum em saúde e segurança. Feriados e prorrogação noturna já são compensados no próprio regime.

Direitos que permanecem intocados

Independentemente da escala, continuam assegurados salário mínimo, FGTS, 13º, férias de 30 dias, adicional noturno, descanso semanal remunerado, licenças-maternidade e paternidade, aviso prévio e normas de saúde e segurança. Qualquer mudança contratual deve observar o artigo 468 da CLT, exigindo consentimento mútuo e ausência de prejuízo ao empregado.

Riscos de irregularidades

Entre os erros mais comuns das empresas estão a não concessão do descanso semanal, pagamento incorreto de horas extras e folgas dominicais irregulares. Na escala 12×36, horas extras habituais descaracterizam o regime. Trabalhadores podem recorrer ao RH, sindicato, Ministério do Trabalho ou à Justiça para resguardar seus direitos.

Impacto na qualidade de vida

Especialistas em recursos humanos alertam que escalas com folgas mais longas podem melhorar a recuperação física e mental, mas jornadas extensas elevam risco de burnout. Negociações coletivas são recomendadas para equilibrar produtividade e bem-estar.

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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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