terça-feira, outubro 27, 2026
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Eleições movem dólar e Ibovespa: entenda a volatilidade

Eleições movem dólar e Ibovespa: entenda a volatilidade

Eleições dólar e bolsa costumam caminhar lado a lado no Brasil, provocando fortes oscilações nos preços de ativos sempre que pesquisas, discursos ou resultados das urnas alteram as expectativas para a economia.

Impacto imediato do segundo turno

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada no domingo (25), surpreendeu parte do mercado, que contava com vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) apontada pelas pesquisas. Já na abertura da segunda-feira (26), o dólar disparou e o Ibovespa recuou, enquanto investidores recalibravam projeções para juros, câmbio e contas públicas.

Por que a política pesa tanto nos preços?

Segundo Rogério Freitas, chefe de investimentos da ASA, as cotações refletem expectativas sobre crescimento, inflação e, sobretudo, trajetória fiscal. Cada candidato sinaliza caminhos diferentes para o orçamento, influenciando a percepção de risco. Quando o cenário fiscal parece mais frouxo, o real se desvaloriza, os juros futuros sobem e a bolsa tende a cair.

Exemplos recentes de volatilidade

O anúncio de reajuste do Bolsa Família a 17 dias da eleição elevou temores sobre gastos públicos: o dólar rompeu R$ 5,10 e o Ibovespa caiu aos 185 mil pontos. Em 10 de setembro, pesquisa que mostrou Flávio Bolsonaro ligeiramente à frente de Lula derrubou o dólar 0,18% e impulsionou o índice acionário 1,42%, sinalizando preferência do mercado por maior controle fiscal.

Reações distintas de cada mercado

A bolsa acompanha perspectivas de lucro das empresas, enquanto o dólar responde ao fluxo de capital estrangeiro. Já os juros futuros medem a confiança na capacidade do governo de honrar dívidas. Dados históricos do Banco Central do Brasil mostram picos de volatilidade em todos os ciclos eleitorais desde 1994.

Como proteger investimentos em ano eleitoral

Para Alvaro Maia, da StoneX, títulos públicos prefixados e fundos de renda fixa oferecem abrigo quando os índices balançam. Freitas recomenda manter estratégia de longo prazo, diversificar inclusive no exterior e preservar reserva de liquidez para evitar vendas forçadas em momentos de queda.

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Crédito da imagem: Jornal Nacional/Reprodução

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