Desenrola 2.0 exclui 800 mil apostadores online
Desenrola 2.0 retirou aproximadamente 800 mil usuários das plataformas de apostas virtuais após a adesão ao programa de renegociação de dívidas, confirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quinta-feira (13).
Bloqueio de seis meses para novos apostadores
Pelas regras do Desenrola 2.0, qualquer devedor — ou mesmo quem esteja adimplente — que firme acordo com instituições financeiras fica impedido de apostar online por, no mínimo, seis meses. A medida busca evitar que recursos destinados ao pagamento de dívidas acabem sendo usados em jogos de azar.
Total de excluídos chega a 5 milhões
Somadas às novas restrições, o governo informa que já são 5 milhões de CPFs fora das bets. O número inclui:
- 1,2 milhão de autoexcluídos voluntariamente;
- 800 mil participantes do Desenrola 2.0;
- 3 milhões de beneficiários de programas sociais, como BPC e Bolsa Família, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
O STF exige que recursos de assistência social não sejam direcionados a apostas, reforçando o bloqueio automático desses beneficiários.
Autoexclusão: ferramenta para reduzir danos
Lançada em dezembro, a autoexclusão permite que qualquer pessoa bloqueie o próprio CPF em sites de apostas por períodos de um, três, seis ou doze meses, ou mesmo por tempo indeterminado. A inscrição é feita pelo portal gov.br e não pode ser revertida antes do término do prazo escolhido. Estudos citados pelo governo apontam a autoexclusão como estratégia eficaz para conter problemas de saúde mental relacionados ao jogo.
Motivos mais citados pelos autoexcluídos
Durante o cadastro, o usuário responde sobre a razão da decisão, que pode incluir dificuldades financeiras, recomendação médica, perda de controle ou simples prevenção do uso indevido de seus dados.

Imagem: Internet
Segundo o ministro Durigan, o avanço do Desenrola 2.0 confirma a preocupação do governo em vincular políticas de recuperação financeira a medidas de proteção contra o jogo excessivo, garantindo que o alívio das dívidas não seja comprometido por gastos em apostas.
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Crédito da imagem: Fotoarena/Estadão Conteúdo
