BYD aponta geopolítica como maior obstáculo à expansão
BYD geopolítica domina o debate interno da montadora chinesa, que vê nas tensões internacionais o principal empecilho para crescer fora da Ásia, segundo declarou a vice-presidente executiva Stella Li nesta quinta-feira (8), na Cúpula da Ásia do Milken Institute, em Cingapura.
Incerteza afasta planos para os EUA
Li afirmou que a BYD optou por adiar a venda de carros de passeio nos Estados Unidos, apesar de já atuar no país com outras linhas de negócio. “Não temos clareza, visibilidade nem estabilidade lá, então decidimos esperar”, resumiu.
Liderança interna descarta parcerias
A executiva descartou alianças com outras empresas chinesas. Segundo ela, a BYD já ocupa posição de destaque em segmentos como armazenamento de energia e painéis solares, além da produção de veículos elétricos.
Desafios de mão de obra e robótica
Apesar do avanço tecnológico, a companhia enfrenta dificuldade para contratar pessoal qualificado na China. A solução estudada é ampliar o uso de robôs industriais nas linhas de produção.
Avaliação de mercado e parceiros estratégicos
Li também considerou “extremamente subvalorizadas” as ações listadas em Hong Kong quando comparadas às de concorrentes norte-americanos, argumentando que a BYD é “uma empresa de engenharia, não apenas uma montadora”. A executiva destacou ainda que a Nvidia permanece como parceira-chave no fornecimento de chips.

Imagem: Internet
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Crédito da imagem: REUTERS/Ilona Wissenbach
