Assédio eleitoral: MTE registra 4,3 mil denúncias em 3 dias
Assédio eleitoral no ambiente de trabalho motivou 4.305 denúncias ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30), primeiros dias de funcionamento do canal criado para receber esse tipo de ocorrência.
Sudeste concentra quase metade dos casos
Levantamento da pasta divulgado neste sábado (31) mostra que o Sudeste responde por 48,5% dos registros, com 2.087 manifestações. São Paulo lidera o ranking nacional, somando 1.325 queixas, seguido por Rio de Janeiro (354) e Minas Gerais (345). No total, os cinco estados com maior número de denúncias – SP, RJ, MG, Paraná (268) e Santa Catarina (259) – concentram 59,2% das reclamações.
O que caracteriza o assédio eleitoral
Segundo o MTE, configura assédio eleitoral qualquer tentativa do empregador de influenciar o voto do funcionário por meio de ameaças de demissão, redução salarial, rebaixamento de cargo ou imposição de atividades políticas, como distribuição de material de campanha dentro da empresa.
Fiscalização e possíveis sanções
A Auditoria Fiscal do Trabalho analisa cada relato. Quando confirmadas irregularidades, podem ser lavrados autos de infração e as informações encaminhadas a outros órgãos públicos. De acordo com o secretário de Inspeção, Luiz Henrique, instituições como o Banco Central podem ser acionadas para avaliar impactos em financiamentos de empresas envolvidas.
Ações conjuntas e canais de denúncia
Para conter a escalada de casos, o ministro Luiz Marinho instituiu uma força-tarefa que reúne MPT, AGU, TST, Ministério Público Eleitoral e MJSP. Entre as medidas estão a remoção de conteúdos que estimulem perseguição política nas redes sociais e o envio de alertas pela Carteira de Trabalho Digital. Trabalhadores podem denunciar de forma anônima pelo site assedioeleitoral.trabalho.gov.br ou pelos canais do MPT e Justiça do Trabalho.

Imagem: Internet
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Crédito da imagem: Tribunal Superior Eleitoral/TSE

