Amapá terá petróleo em águas ultraprofundas até 2031
Amapá petróleo deverá transformar a matriz energética brasileira dentro de sete anos, segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Em entrevista concedida neste sábado (15) à GloboNews, a executiva confirmou que a recente descoberta de hidrocarbonetos no poço Morfo, na bacia da Foz do Amazonas, abre caminho para a produção em águas ultraprofundas até 2031.
Descoberta considerada “absolutamente relevante”
Na sexta-feira (14), a Petrobras anunciou ter encontrado indícios de petróleo e gás a 175 km da costa do Amapá, sob lâmina d’água de quase 3 mil metros. Chambriard definiu a descoberta como “absolutamente relevante”, lembrando que o Brasil poderia voltar a importar petróleo nos próximos anos sem a reposição de reservas.
Próximos passos da estatal
A companhia é a única detentora dos direitos de exploração, adquiridos em leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 2013. O porte do campo será definido a partir da avaliação sísmica e dos testes de produtividade. “Depois dessa etapa, partimos para o projeto de desenvolvimento”, explicou a presidente.
Segurança energética e transição
A perfuração faz parte da estratégia da estatal para garantir suprimento interno durante a transição para fontes limpas. O Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) avaliou que o achado reforça a segurança energética do país no médio e longo prazo.
Operação responsável
A Petrobras reiterou que as atividades seguem padrões rigorosos de segurança ambiental. A área explorada fica a 500 km da foz do Rio Amazonas e, segundo a empresa, conta com protocolos específicos para proteger ecossistemas sensíveis.
De acordo com especialistas, a confirmação de petróleo em águas ultraprofundas coloca o Amapá no mapa das grandes fronteiras exploratórias, ao lado do pré-sal. Para mais detalhes técnicos, consulte o site oficial da ANP.

Imagem: Internet
O avanço dessa fronteira petrolífera deve atrair investimentos e gerar empregos na região Norte, fortalecendo a economia local e nacional.
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Crédito da imagem: Washington Alves/Reuters
