domingo, novembro 1, 2026
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Acordo Mercosul-UE impulsiona agro brasileiro em 14,8%

Acordo Mercosul-UE impulsiona agro brasileiro em 14,8%

Acordo Mercosul-UE completa seis meses de vigência provisória neste domingo (1º) e já demonstra impacto expressivo nas exportações brasileiras. De maio a setembro de 2026, as vendas do agronegócio para a União Europeia somaram US$ 12,21 bilhões, alta de 14,8% em valor e de 8,1% em volume, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Tarifas menores, mercado maior

Com a redução gradual das tarifas de importação prevista no tratado, produtos brasileiros ganharam competitividade nos 27 países do bloco. A parceria conecta mercados que, juntos, reúnem 720 milhões de consumidores e um PIB superior a US$ 22 trilhões. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apurou avanço de 21% nas exportações beneficiadas em diversos setores.

Mel, carnes e oleaginosas lideram crescimento

No campo, o melhor desempenho proporcional veio dos produtos apícolas: alta de 367% em valor. Oleaginosas (exceto soja) cresceram 161%, enquanto o segmento de carnes avançou 103,5%, saltando de 101 mil para 272 mil toneladas. O complexo soja manteve a liderança em cifras, elevando as vendas para US$ 4,19 bilhões, 34,2% acima do mesmo período de 2025.

Destaques individuais: abacate e óleo de milho

Entre itens específicos, o abacate registrou expansão de 421,2%, passando de US$ 3,81 milhões para US$ 19,87 milhões. O óleo de milho bruto cresceu 266,3%, alcançando US$ 129,35 milhões. Mangas, maçãs e cafés também ampliaram embarques, com o café torrado subindo 91,6% em valor.

Indústria também colhe frutos

Além do agro, a indústria brasileira viu as vendas de transformadores elétricos saltarem de zero para US$ 39 milhões. Alumínio em bruto, ferrossilício-manganês e etanol figuram entre os itens industriais que ganharam espaço no mercado europeu.

Para acessar integralmente o acordo e os cronogramas tarifários, confira a publicação oficial do Ministério da Agricultura, referência de alta autoridade sobre o tema.

Mesmo com a leve alta de 3,3% nas importações provenientes da UE (US$ 1,67 bilhão), o superávit brasileiro no agro avançou 17%, atingindo US$ 10,54 bilhões.

Em paralelo às vantagens tarifárias, exportadores precisam atender a exigências sanitárias e ambientais europeias, como o Regulamento sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), já em vigor.

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Crédito da imagem: Divulgação

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