Circuit breaker: entenda por que a B3 suspendeu negociações
Circuit breaker é o mecanismo que interrompeu o pregão da B3 nesta segunda-feira (26) após o Ibovespa despencar 10% minutos depois da abertura, reflexo da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A pausa, prevista em regulamento, durou 30 minutos e alcançou ações, ETFs e derivativos, dando fôlego para que investidores reavaliassem posições.
Como o mecanismo funciona
A bolsa brasileira adota três gatilhos automáticos. Com queda de 10% em relação ao fechamento anterior, as negociações param por meia hora. Se, na reabertura, o índice chegar a –15%, nova suspensão de 60 minutos é aplicada. Um recuo de –20% permite à B3 alongar o congelamento pelo tempo que julgar necessário, sempre comunicado ao mercado.
Por que ele existe
Criado em 1997, o circuit breaker busca conter movimentos de pânico que podem distorcer preços. Ao travar ordens de compra e venda, o sistema oferece intervalo para análise racional dos agentes e evita liquidações em cascata. Outros grandes centros financeiros, como a Bolsa de Nova York, adotam ferramenta similar.
Histórico de ativações
Desde a implementação, o dispositivo foi empregado 23 vezes. Entre os episódios marcantes estão:
- Crise asiática (1997)
- Desvalorização do real (1999)
- Colapso do subprime nos EUA (2008), com seis interrupções em um mês
- Pandemia de Covid-19 (2020), quando o pregão parou seis vezes somente em março
A última ocorrência antes de hoje havia sido em 18 de maio de 2017, durante denúncias contra o então presidente Michel Temer.

Imagem: Internet
Regras perto do fim do pregão
Se a queda extrema ocorrer na penúltima meia hora do dia, a bolsa prorroga o encerramento para garantir pelo menos 30 minutos adicionais de negociação após a retomada.
Quer saber mais sobre medidas de proteção no mercado financeiro? Confira outros conteúdos na seção de Finanças e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: Nelson Almeida/AFP
